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BeiraNews | Dezembro 18, 2014

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Hortas d’Idanha aposta na diversificação e em novas produções

Hortas d’Idanha aposta na diversificação e em novas produções
Carlos Castela

A Hortas d’Idanha tem como produtos âncora, o melão, meloa e melancia.

Esta sociedade anónima fundada em Março de 2010 e que teve como seu principal mentor e impulsionador, o atual presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Álvaro Rocha, surgiu como uma forma de dar resposta às necessidades sentidas pelos produtores e agentes económicos locais, tendo em vista a busca de alternativas à cultura do tabaco, bem como uma forma de dinamizar e aproveitar todo o potencial agrícola do concelho de Idanha-a-Nova, em geral, e do regadio da Campina de Idanha, em particular.

Após a implementação das suas bases de trabalho no ano da fundação, a Hortas d’Idanha acabaou por comercializar logo no ano da fundação alguns produtos, nomeadamente a melancia.

Contudo, no ano seguinte deu inicio ao processo de consolidação, com uma maior presença no mercado conseguida mediante o aumento do leque de produtos disponibilizados.

Num contexto económico extremamente desfavorável e recessivo, a consolidação e expansão da atividade da empresa tornou-se extraordinariamente difícil. No entanto, os produtores associados e os próprios responsáveis pela Hortas d’Idanha não baixaram os braços. Pelo contrário. Apostaram na realização de diversas experiências no terreno com outras culturas, nomeadamente de fava, brócolos, beringela.

Joaquim Soares, vereador da Câmara de Idanha e responsável pela Hortas d’Idanha, refere que os resultados foram bons ao nível da produção. Contudo, como se tratam de culturas que requerem muita mão-de-obra a sua rentabilidade acabou por se tornar praticamente nula, devido ao custo da mão-de-obra, concluindo-se que não havia rentabilidade destes produtos a nível industrial.

Porém, o vereador diz que não está colocado fora de questão o regresso à produção destes produtos mas apenas para serem comercializados em fresco.

Chegados ao terceiro ano de atividade da empresa, a Hortas d’Idanha aproveitou ppara consolidar as suas bases de articulação e o estreitamento da colaboração técnica com o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), nomeadamente através da Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB) e também com o INOVCLUSTER, desenvolvendo diversos projetos e estudos.

Um desses projetos envolveu a produção de melancia sem semente bem como foram efetuados estudos como a utilização da melancia na alimentação de ruminantes.

 

Dar o salto qualitativo em 2013

 

Para 2013, a Hortas d’Idanha quer dar o salto mais importante para os produtores e produtos da empresa e do próprio concelho.

Esse salto passa pelo processo de certificação GLOBALGAP dos produtos dos seus associados e pela aposta na diversificação dos produtos e na introdução de novas culturas.

Para já, o regresso da produção do dióspiro é uma certeza e a Hostas d’Idanha vai ainda apostar na produção do physalis, um fruto que pode ser comercializado em fresco ou desidratado.

Tendo em conta a produção do dióspiro, o Centro Logístico Agro alimentar do Ladoeiro está a instalar uma câmara de tratamento de dióspiro em mole e irá ainda instalar outra câmara para o tratamento do fruto em rijo que retira o encarrascar do dióspiro.

Por outro lado, também já foi adjudicada a aquisição de um equipamento para a calibragem de frutos pequenos e posteriormente será adquirida uma máquina de calibragem para frutos maiores como a melancia.

No que diz respeito à produção de dióspiro são cerca de 12 hectares de teerrenos que estarão envolvidos.

Mas, as Hortas d’Idanha vão apostar também na produção de romãs, ameixas e o outro produto que volta a ter muita procura e que será também produzido é o marmelo, um fruto muito procurado pela indústria e nomeadamente pela indústria de produção de sumos.

 

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