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BeiraNews | Junho 2, 2020

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AMS Gomá Camps aplica 11 milhões na terceira fase de investimento

Carlos Castela

A AMS Gomá Camps vai aplicar 11 milhões de euros na terceira fase de investimento na fábrica de Vila Velha de Ródão cuja conclusão está prevista para o próximo mês de agosto.

 

 

 

Os números foram avançados na passada sexta-feira pelo diretor geral da unidade fabril de Ródão, José Miranda, durante uma sessão de apresentação de contas e estratégia e que contou com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento regional, Castro Almeida.

Em 2012, a fábrica de Vila Velha de Ródão produziu cerca de 30 mil toneladas de papel tissue, número que está perto da capacidade máxima de produção da unidade fabril.

Atualmente com 125 colaboradores dos quais 23% têm idade inferior a 40 anos e 25% possuem formação superior, a unidade liderada por José Miranda é considerada a unidade mais eficiente de toda a Península Ibérica. Isto apesar de ter entrado em laboração apenas em 2009.

Uma das receitas para o sucesso do projeto AMS Gomá Camps rege-se pela máxima de José Miranda, “nunca desistir”.

“Fazer uma fábrica de papel em qualquer parte do mundo não é fácil. O nosso sonho está concretizado”, refere o diretor geral que promete para o futuro a mesma postura assumida até agora, nunca desistir.

Neste momento a unidade exporta 23% da sua produção e o valor das vendas atingiu no final do ano passado os 42 milhões de euros, prevendo-se para este ano atingir um valor próximo dos 49 milhões de euros.

Recorde-se que estamos a falar de uma empresa que há quatro anos era nova e não vendia um euro sequer o que deixa José Miranda extremamente satisfeito e optimista em relação ao futuro.

“O nosso crescimento vai ser uma realidade”, refere o diretor geral sublinhando que espera limpar o passivo até 2018.

O principal ativo da fábrica de Vila Velha de Ródão são os colaboradores. Isso mesmo foi dito pelo diretor geral da AMS Gomá-Camps que fez questão de deixar bem claro durante a sessão.

“Garanto que não há ninguém na Europa com a capacidade dos portugueses. Garanto-vos que somos muito bons. No entanto temos dois problemas: falta de organização e de liderança”, disse José Miranda.

Os resultados obtidos até agora permitem ao diretor geral começar desde já a falar numa quarta fase do projeto, “que poderá ser uma realidade encarada seriamente e que irá depender de todos nós”.

 

Governo não deve estorvar

 

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional deixou uma palavra de apreço e de gratidão pelo trabalho desenvolvido pela AMS Gomá-Camps em Vila Velha de Ródão.

Castro Almeida disse mesmo que “estes são os ingredientes que vão fazer um país novo” e sublinhou que o primeiro grande papel que o Governo pode desempenhar “é não estorvar quem quer trabalhar e o segundo dever é ajudar e fazê-lo bem”.

Por outro lado, o governante sublinhou a necessidade de se garantir a coesão do território, numa alusão a este investimento de sucesso realizado no Interior do país.

“Precisamos de um território coeso, social e territorialmente tem que haver incentivos e prioridades para investimentos que geram riqueza”.

Aliás, Castro Almeida disse mesmo que a grande prioridade é a competitividade para que haja criação de riqueza e emprego.

 

 

 

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