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BeiraNews | Janeiro 27, 2020

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PCP contra a transferência do Hospital do Fundão para a misericórdia local

José Lagiosa

O PCP prometeu hoje “usar todos os instrumentos” ao seu dispor para evitar a anunciada transferência do Hospital do Fundão para a misericórdia local, a qual classifica como “uma privatização do serviço”.

“Não deixaremos de utilizar todos os instrumentos ao nosso dispor para defender a gestão pública do Hospital do Fundão e para impedir a transferência para a misericórdia”, afirmou a deputada Paula Santos, depois de ter visitado aquela unidade hospitalar, que integra o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB).

Hospital do Fundão

Hospital do Fundão

Em conferência de imprensa, a deputada lembrou que o grupo parlamentar do PCP “não pode concordar com o que na prática é uma privatização do serviço” e uma forma de “continuar o processo de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Entre as razões para contestar a mudança de gestão no Hospital do Fundão, a deputada lembrou os vários reflexos negativos que a mesma pode acarretar, designadamente na prestação de cuidados de saúde aos utentes, na vida dos profissionais de saúde, bem como ao nível do CHCB e da Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior.

“São questões que nos preocupam, mas para as quais não temos resposta”, sublinhou, lembrando que também não se sabe como será concretizado o Plano Estratégico do CHCB, que previa o reforço de algumas valências do Hospital do Fundão, bem como a criação da Unidade de Medicina Nuclear.

A eleita à Assembleia da República, que hoje reuniu com o presidente do Conselho de Administração do CHCB, também criticou o facto de “o processo de negociação entre o Governo e a União das Misericórdias estar a ser feito de cima para baixo e à margem de todos”, incluindo dos dirigentes hospitalares.

Paulo Fernandes

Paulo Fernandes

A intenção de transferência da gestão do Hospital do Fundão foi formalizada no dia 16 de dezembro na assinatura do “Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário”, no qual também está prevista a passagem dos hospitais de Santo Tirso e de São João da Madeira para a alçada das misericórdias locais.

Nas reações, a Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) afirmou que esta é uma “oportunidade para inverter o processo de esvaziamento de serviços” e o CHCB informou que não foi ouvido sobre a eventual cedência.

O presidente da Câmara do Fundão mostrou “estranheza” e “muita preocupação” pela forma como o processo foi conduzido e os eleitos da Assembleia Municipal do Fundão aprovaram, por unanimidade, uma moção de contestação.

O presidente da Câmara da Covilhã afirmou o seu “repúdio” pelo que classificou como uma “forte machadada” ao CHCB.

A União de Sindicatos de Castelo Branco anunciou que lançará um abaixo-assinado contra o que considera ser uma “negociata”.

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) também divulgou um comunicado, no qual deixou a garantia de que o Hospital do Fundão continuará integrado no SNS e que manterá todas as valências.

*Com Lusa

 

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