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BeiraNews | Agosto 23, 2019

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PJ investiga explosão na Covilhã

PJ investiga explosão na Covilhã
José Lagiosa

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda está a investigar o caso de uma explosão que ocorreu na última madrugada na Covilhã e que atingiu uma bar localizado no centro da cidade, disseram à Lusa fontes policiais e o proprietário do estabelecimento.

“Foi por volta das três da madrugada e ouviu-se a quase 300 metros de distância. O alarme disparou imediatamente e a PSP veio para o local. Durante a manhã, estiveram cá os inspetores da PJ”, disse, em declarações à agência Lusa, o proprietário do bar, que àquela hora estava encerrado, pelo que não se registaram feridos.

João Corono explicou ainda que não tem dúvidas de que “a explosão foi provocada por terceiros” e que o objetivo era “incendiar o bar”, o que quase aconteceu já que, de acordo com o empresário, ainda se registou um pequeno foco de incêndio, mas sem mais matéria inflamável as chamas acabaram por se extinguir naturalmente.

“Deitaram combustível junto à porta de emergência, claramente para que este escorresse para dentro do bar. Felizmente, só parte é que entrou no interior, o restante acabou por ir para a tubagem lateral das águas pluviais, infiltrando-se na conduta pública de saneamento que também ficou muito danificada com a explosão”, referiu.

João Corono, que garante não ter queixas nem de vizinhos nem de clientes, afirmou que não vê qualquer motivo para que alguém quisesse incendiar o bar, pelo que não avança com nenhuma suspeita, apesar de ressalvar o facto de nos últimos tempos ter sido fiscalizado por todas as entidades inspetoras do setor.

“Não sei se as duas coisas estão relacionadas. O que sei é que tenho um bar de referência e que é procurado por muita gente e que depois sou alvo de denúncias e de atos de vandalismo. Ora tudo isto começa a parecer uma coincidência demasiado estranha. Agora, se as inspeções não me prejudicaram, porque tinha tudo como manda a lei, a explosão já é pior, porque apesar de as chamas não terem alastrado tenho aqui muitos estragos”, sublinha.

Ainda assim, João Corono já está proceder à limpeza e pintura do local, bem como à recuperação do sistema de som de modo a reabrir o bar, que tem seis empregados efetivos, na terça-feira.

Contactada pela Lusa, fonte da PJ da Guarda limitou-se a confirmar a investigação e a adiantou que “estão a ser efetuadas as diligências consideradas adequadas à circunstância”.

*Com Lusa

 

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