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BeiraNews | Dezembro 9, 2019

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União das Misericórdias quer bloco operatório para o Hospital do Fundão

União das Misericórdias quer bloco operatório para o Hospital do Fundão
José Lagiosa

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai reivindicar a abertura de um bloco operatório no Hospital do Fundão, no âmbito da transferência da gestão da unidade para a misericórdia local, disse hoje um representante daquela instituição.

Humberto Carneiro, que em nome da UMP é coordenador do grupo de trabalho para a devolução dos hospitais às misericórdias, explicou que, a ser aprovado, esse bloco deverá servir para a realização de pequenas cirurgias das especialidades médicas que sejam asseguradas pelo Hospital do Fundão.

“O bloco operatório do Fundão foi desativado, mas nós, por princípio, defendemos o mesmo que aconteceu em Serpa”, disse, referindo-se ao facto de no caso alentejano ter sido acordada a construção de um bloco operatório para as especialidades de Dermatologia, Oftalmologia e Ortopedia, a concretizar em 2016.

Humberto Carneiro, que falava durante a cerimónia de posse dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF), explicou que “faz todo o sentido” que as intervenções cirúrgicas da especialidade sejam feitas no mesmo local da consulta, “por uma questão de eficiência e de equilíbrio do próprio hospital”.

“Não faz sentido que as consultas sejam feitas no Fundão e depois se faça a transferência dos utentes para outro hospital, onde o médico que faz a cirurgia tem a necessidade de fazer a consulta pré-operatória de diagnóstico, porque isso era duplicar custo”, fundamentou.

A eventual abertura de um serviço de urgência para este hospital do distrito de Castelo Branco também será outra das questões que a UMP promete colocar “em cima da mesa”, apesar de Humberto Carneiro assumir que nesse caso concreto a situação “é mais complexa”.

O representante da UMP recusou a ideia de que a devolução seja uma privatização, explicou que esta unidade hospitalar continuará integrada no Serviço Nacional de Saúde e assegurou que em relação aos utentes não se alterará “absolutamente nada”.

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Quanto à poupança de 25% que está prevista na lei que regulamenta esta devolução, Humberto Carneiro referiu que poderá ser obtida em aspetos de gestão, como seja a opção “por uma estrutura mais ligeira” nos quadros diretivos.

O provedor da SCMF que tomou posse para um novo mandato, Jorge Gaspar, sublinhou que aquela entidade “não pretende a devolução do hospital a qualquer custo” e deixou a promessa de que no processo negocial procurará “capacitar o hospital com novas valências ou com o reforço das já existentes”.

A intenção de transferência da gestão do Hospital do Fundão, que atualmente integra o Centro Hospital da Cova da Beira, foi formalizada a 16 de dezembro de 2014, na assinatura do “Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário”, no qual também está prevista a passagem dos hospitais de Santo Tirso e de São João da Madeira para a alçada das misericórdias locais.

*Com Lusa

 

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