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BeiraNews | Outubro 22, 2019

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Defensor da linha da Beira Baixa teme que obra seja “foguetório eleitoral”

Defensor da linha da Beira Baixa teme que obra seja “foguetório eleitoral”
José Lagiosa

O fundador do Grupo de Amigos da Linha da Beira Baixa (6 de Setembro) disse hoje temer que o anúncio do lançamento de concurso para retomar as obras de beneficiação daquela linha seja “foguetório eleitoral”.

“Se não for mero foguetório eleitoral, como temo que seja, acho uma boa notícia. Mas acho que temos que ter em conta que já estamos em época de eleições e que nessas alturas se fazem muitas promessas não concretizadas”, afirmou Hélder Bonifácio, em declarações à agência Lusa.

A Refer – Rede Ferroviária Nacional anunciou na segunda-feira que lançou o concurso público para a construção da nova ponte de Corge (Covilhã), ao quilómetro 168,612 da linha da Beira Baixa.

“Com o lançamento deste concurso reinicia-se o processo de modernização do troço Covilhã – Guarda, que se encontra encerrado à exploração ferroviária desde 2009, e vem reforçar a aposta da Refer na otimização do desempenho e fiabilidade da sua infraestrutura”, anunciou a empresa em nota enviada à agência Lusa.

No documento era ainda referido que o preço base do concurso é de 2,5 milhões de euros e que a construção da nova ponte assume “um papel relevante” no projeto de modernização do troço ferroviário que liga aquelas duas cidades.

Uma modernização que Hélder Bonifácio também considera “relevante e muito importante”, embora receie que não venha a concretizar-se, a exemplo de outras situações a que já assistiu.

“Em época eleitoral ouvimos anúncios e promessas que nunca passam disso mesmo. Portanto, temos de ‘ver para crer'”, apontou.

Fundador de um grupo que sempre defendeu a modernização da Linha da Beira Baixa, designadamente do troço em causa, Hélder Bonifácio ressalva que, “a confirmar-se”, esta “é uma boa notícia”, que “contribuirá para o desenvolvimento económico da região” e que “permitirá pôr fim ao escândalo” de não estar a ser aproveitado o investimento que já tinha sido feito em alguns quilómetros daquele troço.

Ainda assim, Hélder Bonifácio deixa reparos ao projeto anunciado e que prevê a demolição da antiga ponte metálica que será desmantelada e substituída por “uma nova estrutura de betão armado pré-esforçado, que terá um comprimento total de 224 metros e pilares com uma altura até 33 metros”, explica o comunicado da Refer.

“Não entendo porque é que de entre todas as pontes que foram intervencionadas esta é a única que não pode ser mantida. Acho que isso descaracteriza a Linha e, não sendo técnico, temo que esta decisão só tenha como base o lóbi do cimento”, referiu.

Hélder Bonifácio deixa ainda o conselho para que as obras a realizar nos restantes quilómetros corrijam o traçado original, de modo a que “a velocidade possa efetivamente ser melhorada”.

*Com Lusa

 

 

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