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BeiraNews | Dezembro 9, 2019

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Música abrilhanta inauguração da exposição de David de Almeida em Ródão

Música abrilhanta inauguração da exposição de David de Almeida em Ródão
José Lagiosa

Começou da melhor forma a cerimónia da inauguração, na tarde de hoje, da exposição de David de Almeida, “A Ética da Mão”, gravura em retrospetiva, na Casa das Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão.

Um recital de José Raimundo, ao piano e Filomena Silva, no canto, ambos professores da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), deu um toque musical que abrilhantou um evento, já de si, muito importante.

David de Almeida, falecido em outubro do ano passado, não chegou a ver a exposição que agora chega à Casa da Artes e Cultura do Tejo, proveniente da Biblioteca Nacional, em Lisboa, onde estreou e esteve patente até ao passado mês de dezembro de 2014.

Nesta exposição, são apresentadas as obras, que foram Prémio Nacional de Gravura da Fundação Gulbenkian em 1980, bem muitas outras também elas premiadas entre as quais “Lua” e “Sol” que venceram o Prémio Nacional de Gravura, em Espanha em 1999, sendo que até hoje David de Almeida foi o único vencedor de nacionalidade portuguesa a consegui-lo.

“Usando a forma de gravar por si criada, a partir do final dos anos 90, [David de Almeida], reduz ao essencial, num minimalismo ilusório, os elementos que elege como temas”, refere João Prates, diretor do Centro Português de Serigrafia, comissário da exposição e amigo do artista.

A mostra, que está patente, em Vila Velha de Ródão, até 15 de maio, complementa-se com um conjunto de Livros de artista, realizados pelo autor em cumplicidade com a palavra, incluindo colaborações com Manuel Alegre, Sofia de Mello Breyner, João de Melo, José Saramago e o espanhol Tomás Paredes.

A propósito desta exposição o presidente da Câmara Municipal, Luís Pereira realçou que “aproveitando as magníficas instalações que aqui temos”, o município vai dinamizar o espaço com exposições de grande qualidade, sendo que “esta é, sem dúvida, a primeira de muitas”.

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João Prates diretor do Centro Português de Serigrafia e Luís Pereira presidende da C. M. de Vila Velha de Ródão

 

Presentes na inauguração estiveram também, as duas filhas do artista, nascido em S. Pedro do Sul, Beira Alta, em 1945.

Está representado em coleções nacionais, Biblioteca Nacional e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e internacionais, na Bélgica, Museu do Pequeno Formato de Couvin, Brasil, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Espanha, Calcografia Nacional de Madrid, Estados Unidos, Macedónia, Marrocos, Iraque e Suécia.

David de Almeida recebeu, ainda, o Prémio Nacional de Gravura em 1980, Prémio de Pintura na Bienal Internacional de Bagdad em 1987, Prémio de Gravura na Bienal da Amadora em 1992, entre outros.

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