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BeiraNews | Outubro 16, 2019

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Confederação de reformados e pensionistas exige assento na concertação social

Confederação de reformados e pensionistas exige assento na concertação social
José Lagiosa

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (Murpi) quer estar representada no Conselho Económico e Social (CES), disse hoje em Coimbra o dirigente do movimento Jorge Figueiredo.

“Os reformados não têm representante na concertação social” e o Murpi não deixará de “lutar para que isso aconteça”, assegurou Jorge Figueiredo, que falava hoje durante uma reunião de reformados, pensionistas e idosos para a constituição de uma associação que abranja o distrito de Coimbra no âmbito desta confederação.

Nesta legislatura ou “com a próxima Assembleia da República, este problema tem de ser resolvido”, disse à agência Lusa, à margem da reunião, o dirigente do Murpi.

O facto de existirem outras associações de reformados, pensionistas e idosos que também reivindicam assento no CES não conflitua com a exigência do Murpi, sustentou Jorge Figueiredo.

Não há qualquer inconveniente na circunstância de “os reformados e pensionistas estarem representados” através de mais do que uma associação naquele órgão, sustentou.

Durante a reunião com reformados e pensionistas de Coimbra, Jorge Figueiredo recordou que “o Murpi já existe desde maio de 1978” e que, desde então, contribuiu para a “resolução de muitos problemas graves”, mas que, entretanto, este setor da população portuguesa “tem sido, nos últimos anos, muito atacado” e novos combates são necessários.

É também nesta perspetiva que se explica a necessidade de os associados do Murpi se organizarem em associações ao nível regional e local, defendeu Jorge Figueiredo, explicando a formação de uma associação, no âmbito do Murpi, no distrito de Coimbra, que no futuro poderá ser multiplicada por movimentos concelhios, à semelhança do que sucede noutras zonas do país.

“Um grupo de reformados de Coimbra está empenhado na criação de uma associação que terá como objetivo lutar por reformas e pensões justas e por direitos sociais que garantam uma vida digna”, disse Graça Pedrosa, uma das impulsionadoras da iniciativa.

Além disso, a futura associação preconiza, designadamente, a promoção de programas culturais e de lazer, de “debates sobre temas sociais, culturais e políticos relacionados com os interesse dos reformados”, de espaços de leitura e outras atividades de caráter cultural, de “espaços de consulta e apoio para a resolução de problemas fiscais e outros” e de excursões e visitas.

A região Centro é a zona onde mais falta esse tipo de associações, mas “já estão a surgir com grande força” nas áreas de Viseu e Aveiro e, de algum modo, de Castelo Branco e da Covilhã, salientou Jorge Figueiredo.

A ‘Jornada de Luta do Murpi’ contra “o aumento do custo de vida” e pela “valorização das reformas e pensões”, agendada para 11 de abril, também foi debatida durante a reunião de hoje.

Em Coimbra, os participantes na jornada concentrar-se-ão às 10:00 no Largo da Portagem, na Baixa da cidade, desfilando, depois, até à Praça 8 de Maio.

A jornada de luta decorrerá, com diversas realizações, em pelo menos 30 cidades “de norte a sul do país”, designadamente em Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Coimbra, Leiria, Setúbal, Évora, Beja e Faro, adiantou Jorge Figueiredo.

*Com Lusa

 

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