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BeiraNews | Julho 19, 2019

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Mineiros da Panasqueira adiam eventuais formas de luta até ao final do mês

Mineiros da Panasqueira adiam eventuais formas de luta até ao final do mês
José Lagiosa

Os mineiros da Panasqueira decidiram hoje esperar até ao final do mês para definir eventuais formas de luta a propósito dos aumentos salariais exigidos, disse à agência Lusa porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira.

“Decidimos aguentar, mas não vamos deixar de reivindicar um aumento salarial mais justo. Já temos nova reunião com a administração marcada para dia 31 de março e a 02 de abril fazemos um novo plenário”, apontou Luís Paulo Mendes.

De acordo com o sindicalista, a decisão foi tomada em plenário de trabalhadores e teve como base a informação dada pelos administradores da concessionária das minas de que há perspetivas de que “situação pode melhorar”.

No caderno reivindicativo, entre outras exigências, o sindicato pede um aumento salarial de salarial de 07% com o mínimo de 50 euros por trabalhador, contra os 0,5% que foram propostos pela concessionária desta mina de volfrâmio – a empresa Sojitz Beralt Tin and Wofram Portugal, que integra um grupo empresarial japonês.

Uma contraproposta que o sindicato classificou como “ridícula”, porque “num salário médio de 700 euros tal representa 3,5 euros por mês, ou seja, 11 cêntimos por dia”, referiu.

O sindicalista, que durante a manhã de hoje também reuniu com os responsáveis da empresa, sublinhou que a opção de esperar “é um sinal de abertura” dado pelos trabalhadores para prosseguir as negociações e chegar a um “acordo justo”.

Sobre as alegadas dificuldades que a empresa estará a passar em virtude da queda do preço do volfrâmio e que até já foram alvo de um alerta deixado na Assembleia Municipal da Covilhã, Luís Paulo Mendes recorda que esse “é um argumento usado sempre que se inicia a discussão do caderno reivindicativo”.

Apontou ainda que, ao contrário do que foi veiculado, a empresa não estará a proceder a despedimentos, mas sim à não renovação de contratos temporários, o que, segundo acusa, “é prática corrente da empresa para não ter de colocar os trabalhadores no quadro de efetivos”.

As Minas da Panasqueira empregam atualmente cerca de 370 trabalhadores, essencialmente dos concelhos da Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, bem como de localidades do concelho da Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra.

*Com Lusa

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