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BeiraNews | Outubro 22, 2019

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União dos Exportadores da CPLP quer criar mercado único no espaço lusófono

José Lagiosa

A União dos Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP), hoje apresentada em Castelo Branco, pretende ser uma organização pioneira no mundo da lusofonia que pugna pela criação de um mercado único no espaço lusófono.

“Pretendemos criar um mercado único dos países membros da CPLP. Somos uma organização pioneira no mundo da lusofonia e um dos nossos objetivos é promover negócios de qualidade e prestar apoio especializado à internacionalização das empresas sobretudo, das pequenas e médias empresas (PME)”, disse hoje em Castelo Branco, o presidente da UE-CPLP, Mário Costa.

A UE-CPLP surge no contexto da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), como o seu “braço económico” e conta já com mais de 400 organizações associadas dos vários países lusófonos.

Mário Costa, que se deslocou a Castelo Branco para apresentar o núcleo das Beiras da UE-CPLP aos empresários, explicou que um dos principais objetivos passa pela promoção de negócios entre as partes.

“Cada país [da CPLP] tem as suas necessidades. Nós fazemos um levantamento exaustivo dessas necessidades, damos apoio especializado à exportação e internacionalização das empresas, acesso à rede de clientes e importadores, cofinanciamento de projetos e acesso aos programas de incentivo à exportação”, adiantou.

Para o efeito, a organização disponibiliza ainda um conjunto de serviços como o acesso à plataforma B2B, em que quem quer exportar mostra os seus produtos e serviços.

A organização de feiras, salões e missões empresariais nos países da CPLP, a análise de mercados, consultoria e apoio na elaboração e apresentação de projetos e consultoria empresarial direcionada para a exportação são alguns dos serviços disponibilizados aos associados.

“Queremos eliminar obstáculos. Dentro da CPLP temos de tudo, desde a fonte da matéria-prima até ao produto final. O mais difícil, por vezes, é comunicar e nós temos uma ferramenta que é a língua [portuguesa]”, sublinhou o responsável da UE-CPLP.

Para o secretário-geral da CE-CPLP, José Lobato, a comunidade lusófona é um mundo de potencialidades de grandeza: “há que lançar o desafio e criar espaços de negócios”.

“Esta é uma oportunidade que temos de sensibilizar para a inovação e criatividade e não para o espírito aventureiro”, disse.

José Lobato disse ainda que a CPLP é uma “marca de excelência”, fruto da sua própria realidade e do seu trabalho e adiantou que um marco importante para os países membros “é a criação de autossustentabilidade dentro da comunidade”.

Este responsável sublinhou no entanto, que é necessário limar algumas arestas no seio dos países membros da CPLP, como a circulação de pessoas e bens, as ligações aéreas e marítimas ou as transações bancárias.

“Não é admissível estar na fila para obter um visto. São coisas que parecem pequenas mas que têm um impacto social grande. Temos que ser menos doutores da problemática”, concluiu.

Os países da CPLP alcançam um mercado de 650 milhões de consumidores e a soma do Produto Interno Bruto (PIB) dos seus países alcança um valor aproximado de 2,2 bilhões de dólares sendo que o português é a quinta língua mais falada no mundo.

*Com Lusa

 

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