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BeiraNews | Novembro 18, 2017

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Oleiros procura novos investidores depois de gorada instalação de empresa russa

Oleiros procura novos investidores depois de gorada instalação de empresa russa
José Lagiosa

presidente da Câmara de Oleiros disse hoje à agência Lusa que a instalação da empresa russa NGCR – Tecnologias Químicas e Inovações naquele concelho já não se vai concretizar e que está à procura de novos investidores.

“A empresa não conseguiu trazer os equipamentos necessários para Portugal por causa do boicote da União Europeia (UE) à Rússia devido ao conflito na Ucrânia”, disse o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Marques Jorge.

Fernando Marques Jorge explicou ainda que uma das fábricas que produzia os componentes que vinham para Oleiros e que se encontrava junto à fronteira com a Ucrânia foi destruída, o que veio dificultar ainda mais a instalação da empresa russa no concelho, falhando-se assim o objetivo dos 100 postos de trabalho criados.

“Um conflito que se desenrolou tão longe trouxe um problema para o concelho de Oleiros”, adiantou.

Segundo o autarca, que já se encontra à procura de novos investidores para Oleiros, no distrito de Castelo Branco, o documento final da devolução das instalações dos russos à câmara ainda não foi assinado.

Contudo, adiantou que o administrador da NGCR, Constantin Makhov, propôs a devolução do espaço com todas as benfeitorias que foram feitas e com todos os equipamentos instalados.

“Tudo o que lá foi feito e instalado vai ficar para a Câmara de Oleiros”, garantiu Fernando Marques Jorge.

A NGCR tinha previsto ocupar as antigas instalações da empresa alemã de peluches Steiff que encerrou as portas em março de 2013, atirando para o desemprego mais de uma centena de pessoas.

O compromisso entre o município de Oleiros e a empresa russa passava pela criação de uma centena de postos de trabalho e pela produção de equipamentos de combate a incêndios, máquinas de tratamento de águas residuais e aparelhos para obter poupança de energia em termos industriais.

Após uma apresentação pública em fevereiro de 2014, Constantin Makhov adiantou que a fábrica iria começar a laborar em Oleiros a partir de maio desse ano e que 50% da produção seria destinada ao mercado interno.

*Com Lusa

 

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