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BeiraNews | Novembro 17, 2019

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PSD critica Câmara de Castelo Branco pela perda da sede da empresa de águas

PSD critica Câmara de Castelo Branco pela perda da sede da empresa de águas
José Lagiosa

O vereador do PSD na Câmara de Castelo Branco Paulo Moradias acusou hoje o presidente do município de ser o responsável pela perda para a Guarda da sede da nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo.

“Neste momento, se há responsabilidade de alguém na saída de Castelo Branco da sede da administração da Águas do Centro (a Águas de Lisboa e Vale do Tejo recebeu a Águas do Centro num processo de fusão de vários sistemas), esse alguém chama-se Luís Correia”, disse o vereador do PSD no final da sessão de Câmara.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da autarquia, Luís Correia, referiu que a acusação que lhe foi dirigida merece apenas um curto comentário:” O vereador esteve numa sessão pública da câmara municipal em que este foi o tema central em debate. Faço notar que não se pronunciou em nenhum momento sobre o assunto. Escuso me de adjetivar esta atitude, que tem nome”.

Numa conferência de imprensa improvisada no final da reunião pública do executivo, Paulo Moradias disse que a posição da Câmara de Castelo Branco e do seu presidente desde o princípio “foi de estar completamente contra esta reorganização [do setor das águas] e pôs sempre como principal argumento a perda da sede da administração da Águas do Centro, agora englobada na nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo”.

“Sempre dissemos ao presidente da Câmara que não era líquido que isso pudesse vir a acontecer, mas ele sempre insistiu que isso iria ser uma verdade absoluta e que no final, de certeza, que a direção iria passar para Lisboa”, adiantou.

Agora que todo o processo da reestruturação do setor das águas chegou ao seu epílogo, o vereador do PSD diz que chegou à conclusão que tinha razão, que não havia uma vontade de passar a administração para Lisboa: “Podemos dizer que efetivamente nem sequer havia a vontade de retirar a administração de Castelo Branco”.

“Aliás, a sede da administração passou para um local mais afastado de Lisboa, passou para a Guarda”, sustenta.

A diferença, segundo este responsável, está na postura assumida em todo o processo.

Enquanto outros municípios, nomeadamente o da Guarda, quiseram muito e trabalharam para ter a delegação, isso não aconteceu com Castelo Branco, defendeu.

“Volto a frisar que foi uma questão de má estratégia ou falta de estratégia, falta de qualidade do trabalho e houve outros [Guarda] que se aproveitaram deste momento de fraqueza e da política que está a ser seguida pelo presidente da câmara”, sustentou.

O vereador do PSD referiu ainda que se o presidente da Câmara de Castelo Branco estava preocupado com a questão dos empregos e despedimentos dos funcionários da Águas do Centro, então, independentemente de ser contra a reestruturação, devia ter gerido o processo de outra maneira.

“Deveria ter pensado que não basta ele ter a opinião de que é contra. Ele devia ter pensado também no emprego dessas pessoas e não pensou”, sustentou.

Adiantou ainda que enquanto o anterior presidente da câmara, também socialista, teve o mérito de durante muitos anos conseguir concentrar em Castelo Branco diversas direções, institutos e organismos, “este primeiro passo que esta câmara já deu a perder a primeira direção, espera-se que não seja para continuar”.

Segundo o social-democrata, o atual autarca tem que ter a noção que não está sozinho no distrito nem em Portugal.

“Há outros concelhos que durante anos não conseguiram lutar com essa capacidade de intervenção e de trabalho do anterior presidente da Câmara de Castelo Branco e que agora descobrem as totais fraquezas que a atual gestão tem. Há outros que se vão querer aproveitar. Espero que daqui a uns tempos não sejam outros [serviços] a sair”, concluiu.

*Com Lusa

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