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BeiraNews | Novembro 19, 2019

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Setor da água e Grupo Hospitalar da Beira Interior dominam sessão de Câmara de Castelo Branco

Setor da água e Grupo Hospitalar da Beira Interior dominam sessão de Câmara de Castelo Branco
José Lagiosa

Questões sobre a reestruturação do setor da água e a criação do Grupo Hospitalar da Beira Interior dominaram hoje a sessão da Câmara Municipal de Castelo Branco.

O presidente da autarquia, Luís Correia, explicou que foi devido ao facto de o município estar sempre atento  que conseguiu, em 2008, fazer aquilo que foi a defesa dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

“Castelo Branco foi o único concelho que soube defender os seus interesses”, afirmou.

O autarca respondeu desta forma à intervenção do vereador do PSD, João Paulo Benquerença, que na sua intervenção em relação à reestruturação do setor da água e à saída da sede da Águas do Centro (agora Águas de Lisboa e Vale do Tejo) de Castelo Branco para a Guarda, afirmou que “já perdemos o comboio porque a Câmara de Castelo Branco decidiu ser contra.

“Castelo Branco perdeu o comboio porque a Câmara de Castelo Branco teve a posição que teve e não teve o apoio do PSD porque faltou informação. A sede [da empresa] era para ficar em Castelo Branco e como estiveram contra foi para a Guarda”, disse.

Luís Correia esclareceu que a autarquia manifestou a sua opinião sobre a reestruturação do setor da água e também a “alternativa a esta reestruturação”.

“Infelizmente já começamos a ver aspetos negativos com a saída da sede [Águas do Centro] daqui [Castelo Branco]”, referiu.

Para o autarca, a verdadeira administração e sede desta reestruturação, “ficará em Lisboa, porque quem vai gerir vai ser a EPAL”.

“Todos percebemos e vemos, só não vê quem não quer, que isto [reestruturação] prejudica uma região como o interior”, disse.

Segundo o presidente do município de Castelo Branco, quem vai ganhar vantagem com a saída da sede de Castelo Branco, são as grandes empresas em detrimento das pequenas empresas locais que perdem qualquer hipótese de concorrer a qualquer concurso.

Luís Correia sublinhou que existe uma “posição de revanchismo do Governo em relação à sede” e dirigindo-se aos vereadores do PSD na Câmara de Castelo Branco, referiu que “isto de dizermos o que pensamos parece que é um pecado para os senhores”.

O autarca deixou bem claro que a Câmara de Castelo Branco, “assumirá sempre o que tiver que assumir”.

O vereador do PS, Arnaldo Brás, trouxe à discussão o Grupo Hospitalar da Beira Interior, cuja criação foi recentemente anunciada pelo Ministro da Saúde durante uma visita à cidade da Guarda.

Recordou que a Câmara de Castelo Branco apoiou recentemente a realização de obras no serviço de urgência do Hospital Amato Lusitano (HAL) e tem apoiado a vinda de novos médicos, “quando somos confrontados com [a criação] do Grupo Hospitalar da Beira Interior”.

Arnaldo Brás disse ainda que “o investimento que colocaria o HAL em competição com os outros hospitais [Centro Hospitalar da Cova da Beira e hospital da Guarda] não foi feito”, obras essas que segundo o vereador socialista  teriam acontecido caso o PS não tivesse perdido as eleições.

“A partir daí [eleições legislativas], não foram feitos mais investimentos públicos em Castelo Branco, apenas foram feitos investimentos pela autarquia”, sublinhou.

João Paulo Benquerença voltou a afirmar que a posição do PS “de estar contra tudo e todos só nos vai trazer maus sabores”.

A discussão acabou por se estender à eletrificação da Linha da Beira Baixa, ao IC-31 e à Barragem do Alvito, com trocas de acusações entre os vereadores socialistas e o vereador social-democrata.

*Foto: Dias dos Reis

 

 

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