Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Setembro 20, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Bibliotecando em Tomar reflete sobre mudanças na sociedade no pós 25 de Abril

Bibliotecando em Tomar reflete sobre mudanças na sociedade no pós 25 de Abril
José Lagiosa

A sexta edição do Bibliotecando, que decorre sexta-feira e sábado no Instituto Politécnico de Tomar (IPT), tem por tema “Leituras de Abril”, propondo “observar com mais atenção as mudanças ocorridas na sociedade portuguesa no pós 25 de Abril”.

Iniciativa do Agrupamento de Escolas Templários, do Centro de Formação “Os Templários”, do IPT, do município e da Rede de Bibliotecas Escolares, os encontros têm proporcionado nos últimos anos, numa cidade de província, o contacto com personalidades destacadas de várias áreas do conhecimento, sublinham os organizadores.

Para a edição deste ano, o desafio é proporcionar um espaço de “reflexão, de partilha e de entendimento dos acontecimentos ocorridos em 25 de abril de 1974 e, sobretudo, das consequências que trouxeram para a sociedade nacional”, afirma o texto de apresentação do Bibliotecando 2015.

“Pretendemos discutir a questão da construção identitária portuguesa e da sua relação com as alterações sociais, políticas, culturais que o 25 de abril de 1974 originou, pondo em destaque a importância que o 25 de Abril desempenha no processo de construção da identidade do povo português e do conhecimento”, acrescenta.

Em debate estarão temas como “Abril na educação e na ciência”, “Bibliotecas e livre acesso ao conhecimento”, “Representações de Abril nas Artes”, “Abril e a religião”, “Imprensa e sociedade – (r)evolução ou mudança?”, “Caminhos literários de Abril”, “Economia(s)?” e “Músicas de Abril”.

No primeiro painel vão intervir Guilherme d’Oliveira Martins (presidente da Comissão de Honra dos encontros), sobre “Diálogo de saberes e as humanidades”, e Teresa Calçada, que abordará o tema “Literatura e Ciência”.

“O papel das bibliotecas públicas na comunidade e o Manifesto da Unesco”, por Maria Paula Santos, “Dão-nos marujos de papelão com carimbo no passaporte”, por João Paulo Proença, e “Infraestruturas de Acesso Aberto à informação Científica e Académica”, por Pedro Príncipe, serão as comunicações do segundo painel.

Na sexta-feira à tarde, o painel “A religião e o 25 de Abril” terá as intervenções de Paulo Fontes – “A Igreja, os católicos e o 25 de Abril” – e de Frei Bento Domingues – “A religião e o 25 de Abril”.

O quarto painel contará com as intervenções de José-Augusto França, que falará sobre “Artes de 74”, Cristina Tavares sobre “O 25 de Abril e as datas marcantes nas artes plásticas na década de setenta”, Marco Daniel Duarte sobre “Imagens de Abril na Cidade Universitária de Coimbra: as obras de arte de Fernando Conduto, de João Nascimento e de Manuela Madureira” e Rui Serrano “Falemos de casas”.

Seguem-se visitas guiadas à Casa Memória Lopes-Graça e ao Núcleo de Arte Contemporânea José Augusto França e, à noite, um espetáculo de “palavra, canto e música de Abril”.

No sábado, o painel “Imprensa e sociedade – (r)evolução ou mudança?” terá como oradores Pedro Pezarat Correia (“25 de Abril e imprensa; expressão do reencontro da cidadania”), São José Almeida (“Tentativa de resposta a uma pergunta, sobre o mundo dos jornais”) e José Luís Ramos Pinheiro (“À procura do Futuro”).

Lídia Jorge, com “Testemunho em primeira pessoa”, e Teolinda Gersão, com “(Re)Pensar Portugal”, intervirão no painel “Caminhos literários de Abril”, tendo o painel “Economia(s)?” as participações de Francisco Louçã – “Como libertar Portugal das grilhetas da dívida” – e de José Gomes Ferreira – “Como viabilizar a economia portuguesa”.

O painel “Músicas de Abril” terá a participação de António Sousa (“O 25 de Abril: quando a música renasce em Fernando Lopes-Graça”), Sofia Lopes (“A Liberdade está a passar por aqui: Música e Televisão – uma experiência democrática”) e João Afonso (“Canção de intervenção e cantautores”).

O encontro, que é simultaneamente uma ação de formação contínua para professores, termina com a apresentação da Rede de Bibliotecas e Acesso Aberto ao Conhecimento do Médio Tejo, a inauguração da exposição “Salão de Arte Abstrata” e um momento musical com a Orquestra de Sopros dos Alunos do Curso Profissional de Instrumentista de Sopro e de Percussão da Escola Secundária Jácome Ratton.

*Com Lusa

 

Comentar