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BeiraNews | Janeiro 20, 2020

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Câmara da Covilhã diz que há empresas interessadas nas Minas da Panasqueira

José Lagiosa

O presidente da Câmara da Covilhã disse hoje à agência Lusa que há pelo menos cinco empresas interessadas na concessão das Minas da Panasqueira, facto que pode ajudar a resolver os problemas naquela exploração de volfrâmio.

“O conselho de administração deu-nos a informação de que há pelo menos cinco empresas interessadas na aquisição desta concessão e obviamente vemos isso com bons olhos, porque pode ajudar a resolver os problemas existentes”, apontou Vítor Pereira.

A Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal, empresa que integra um grupo japonês e que detém a concessão das Minas da Panasqueira, no concelho da Covilhã, confirmou na última semana à agência Lusa que o acionista quer vender a estrutura portuguesa no “menor prazo possível”.

Em resposta escrita, o presidente do conselho de administração, Alfredo Franco, acrescentou que, até à venda da empresa, os compromissos – designadamente no que concerne ao pagamento de salários – serão respeitados, desde que esta ocorra num período de tempo “razoável”.

Em março, aquele responsável já tinha informado que a empresa estava a passar dificuldades devido às constantes quedas do preço do volfrâmio, situação que não se alterou e que leva a empresa a manter em cima da mesa a hipótese de suspensão da atividade se a venda não for concretizada.

“Esse risco permanece. Caso o processo de venda não seja célere (ou de não haver interessados na aquisição da empresa), pode haver a necessidade de suspender a produção”, está referido na resposta da empresa que, todavia, não adiantava qualquer dado sobre eventuais negociações.

Já o autarca covilhanense apontou que, segundo o que lhe foi transmitido, há empresas interessadas e que estas são essencialmente do Canadá e dos Estados Unidos da América.

Vítor Pereira destacou ainda que a própria autarquia está a desenvolver diligências no sentido de encontrar mais interessados para a compra, já que o município também pretende evitar a suspensão da atividade.

“Reitero que esta é uma empresa extremamente importante para o nosso concelho e para os concelhos vizinhos, e, portanto, o nosso interesse máximo é o de que as minas continuem a trabalhar e que continuem a dar trabalho àquelas centenas de trabalhadores”, sublinhou.

Na última semana, o porta-voz do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, Luís Paulo Mendes, também se mostrou favorável à venda, desde que esta seja para evitar despedimentos e a suspensão de atividade.

O sindicalista alertou, contudo, que qualquer acordo deverá ter em conta os direitos dos trabalhadores, que “estão cada vez mais preocupados com a situação”.

As Minas da Panasqueira são a única exploração de extração de volfrâmio a laborar em Portugal. Em final de maio passará a contar com 307 trabalhadores, menos 32 do que em março.

A redução tem sido realizada com base na dispensa de contratados a prazo e reformados.

*Com Lusa

 

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