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BeiraNews | Novembro 12, 2019

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Câmara da Covilhã quer mais apoio do Governo para as Minas da Panasqueira

Carlos Castela

O presidente da Câmara da Covilhã classificou hoje como “curto” o compromisso do Governo relativamente às Minas da Panasqueira e lamentou que o ministro da Economia tenha afastado a possibilidade de disponibilizar qualquer apoio financeiro àquela exploração.

“Prometeu que irá fazer algumas diligências, mas muito frontal e objetivamente também disse que não haverá qualquer apoio financeiro porque o Governo considera que o dinheiro dos contribuintes não deve ser utilizado no setor privado. Ora, a verdade é que estamos a falar em algo que é muito mais do que uma empresa e respetivos trabalhadores, estamos a falar da sobrevivência de uma zona inteira”, disse hoje em declarações à Lusa o presidente da autarquia da Covilhã (PS), Vítor Pereira, que, na quarta-feira, foi recebido por aquele governante.

O encontro, no qual também estiveram presentes os autarcas do Fundão e da Pampilhosa da Serra e o presidente da concessionária daquela exploração de volfrâmio, teve como objetivo sensibilizar o ministro para os graves problemas que as Minas da Panasqueira atravessam em virtude da constante queda do preço do minério e solicitar a respetiva intervenção do Governo.

Segundo o autarca da Covilhã, concelho em que as minas estão sediadas, Pires de Lima mostrou-se sensibilizado com a situação que ameaça mais de 300 mineiros, mas lembrou que o Governo não deve fazer investimento em negócios privados.

Ainda assim, de acordo com Vítor Pereira, o governante propôs-se a diligenciar junto das respetivas tutelas no sentido de que sejam analisadas algumas medidas de futuro, como o apoio à prospeção de novas zonas de exploração ou o apoio à implantação de um projeto de aproveitamento turístico na região.

“São contactos que não desprezamos. Todavia, face à grave situação que ali se regista, também é um compromisso muito curto. Sinceramente, é pouco e fica aquém das expectativas”, afirmou o autarca.

Vítor Pereira lembrou que as Minas da Panasqueira são “praticamente” a única entidade empregadora de toda a região do Pinhal: “o interior do interior de Portugal”, classificou, apelando à “intervenção clara e proativa” por parte do Governo.

“O Governo da República tem de nos ajudar a acautelar aquilo que, de maneira nenhuma, nenhum de nós quer que aconteça, que é a eventual suspensão da atividade e a catástrofe social que tal implicaria”, fundamentou.

Em março, a administração das Minas da Panasqueira informou que a empresa está a passar dificuldades devido às constantes quedas do preço do volfrâmio, admitiu que estava a dispensar os funcionários em regime de contrato temporário, bem como que a atividade poderia ser suspensa, se a situação não se alterasse.

“O mercado é muito atípico e tem de ser acompanhado diariamente, mas se nada mudar seremos obrigados a tomar decisões que serão más para toda a gente. Teríamos de parar toda a produção”, afirmou, na altura, Alfredo Franco, presidente do conselho de administração da Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal, empresa detém a concessão desta exploração.

As Minas da Panasqueira são as únicas minas de extração de volfrâmio a laborar em Portugal e em março empregavam 339 pessoas, essencialmente dos concelhos da Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, e Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.

*Com Lusa

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