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BeiraNews | Dezembro 10, 2019

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PDR diz que a democracia está em colapso

PDR diz que a democracia está em colapso
Carlos Castela

O Partido Renovador Democrático (PDR) apresentou formalmente o núcleo concelhio de Castelo Branco.

A nível nacional, o partido fez-se representar por Fernando Pacheco e Pedro Bourbon, uma vez que a presença do secretário-geral, Vieira da Cunha, não se confirmou por motivos de agenda.

“Este é um dia muito importante para Castelo Branco”, disse Fernando Pacheco.

Este responsável recordou que aquilo que está a acontecer ao país, “é uma coisa muito séria” e adiantou que “a democracia está em colapso e a república ameaçada. Nós queremos evitar o abismo”.

Fernando Pacheco sublinhou ainda que a única condição que o PDR impõe aos seus militantes “é seriedade” e acrescentou que o “PDR não tem soluções milagrosas”.

Recordou também que o partido “não é de esquerda nem de direita, é o que cada um tem de melhor mas sempre com a “ética republicana” como bandeira.

“Queremos fazer um revolução no sistema político sem que haja uma caça às bruxas”, disse.

Por seu turno, Pedro Bourbon referiu que o PDR não vai entrar em “demagogias”.

Este membro do partido disse ainda que o PDR está a organizar-se a partir da base que é o povo.

“Sentimos que é necessário estar na vida política para mudar. Quem está bem no PS ou no PSD, não mude. Deixe-se estar”, sublinhou.

Pedro Bourbon adiantou também que a luta contra a corrupção é uma das bandeiras do PDR.

“Todos eles (PSD e PS) estiveram lá (Poder), todos comeram”, afirmou.

José Lagiosa, o coordenador do núcleo concelhio de Castelo Branco optou por fazer uma análise aos resultados eleitorais e, sobretudo, ao constante aumento da abstenção desde o 25 de abril de 1975 até aos dias de hoje.

“De eleição em eleição, salvo raríssimas exceções, a participação dos eleitores foi diminuindo ao ponto de termos chegado às últimas eleições europeias com uma participação recorde, pela negativa, de apenas 33,84% de votantes a nível nacional e de 34,88% no distrito de Castelo Branco”.

Para o coordenador concelhio do PDR, o “divórcio” entre eleitores e aqueles que se propõem ser eleitos, “é cada vez mais acentuado” e adiantou que “é necessário devolver a confiança aos eleitores”

Para que isso volte a acontecer, considera ser necessário transmitir uma “mensagem onde prevaleça o sentido de uma mudança efetiva no panorama político nacional”.

“É este trabalho árduo mas gratificante que, todos em conjunto, temos de fazer até às eleições legislativas de outubro”, sustentou.

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