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BeiraNews | Novembro 19, 2017

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Projeto da associação empresarial de Santarém permitiu a criação de 115 empresas

Projeto da associação empresarial de Santarém permitiu a criação de 115 empresas
José Lagiosa

O Sítio do Empreendedor, projeto da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), deu origem a 115 novas empresas, que criaram 174 postos de trabalho e representaram um investimento da ordem dos 1,8 milhões de euros.

O balanço do projeto, relativo ao ano de 2014 e aos primeiros meses de 2015, é um dos temas do Fórum Inovação e Empreendedorismo, organizado pela Nersant, que decorre hoje e na quinta-feira no Convento de S. Francisco, em Santarém.

Pedro Félix, vice-presidente da Comissão Executiva da Nersant, disse à agência Lusa que o Sítio do Empreendedor recebeu mais de 500 ideias de negócios, das quais 115 deram origem a novas empresas, que, no primeiro ano de atividade, tiveram 7,6 milhões de euros de volume de negócios.

“Quisemos dar um rosto aos números”, disse, adiantando que na sessão de hoje à tarde, depois da apresentação do balanço do projeto, são entregues certificados aos empreendedores que estão ainda a ser acompanhados pela associação.

Os projetos das empresas – pequenos negócios de base local de áreas muito diversificadas, desde a agricultura, ao agronegócio e ao comércio – serão mostrados numa exposição patente nos claustros do convento.

Pedro Félix adiantou que o Sítio tem uma metodologia de apoio a quem quer criar uma empresa, desde a definição da ideia de negócio, até ao encaminhamento para a fonte de financiamento mais ajustada, havendo um acompanhamento nos primeiros dois anos de atividade “para dar consistência” e fugir às estatísticas que apontam para o encerramento depois do segundo ano.

Além das empresas já constituídas ao abrigo do projeto, a Nersant está a trabalhar neste momento mais uma centena de ideias de negócios, afirmou, adiantando que o Sítio do Empreendedor não funciona por períodos de candidatura, recebendo em contínuo eventuais interessados.

As pessoas que procuram este apoio têm uma média de idades próxima dos 40 anos, acima do que era o objetivo inicial, fruto da realidade do mercado de trabalho, em que muitas pessoas acima dos 40 anos ficaram desempregadas ou estão em situação muito precária, o que as leva a arriscarem, adiantou.

Na quinta-feira, o Fórum centra-se no tema da inovação, destacando Pedro Félix o “brokerage tecnológico”, um encontro entre investigadores e empresas, para que estas conheçam as tecnologias e as patentes desenvolvidas nas Universidades e nos Politécnicos.

As tecnologias, desenvolvidas por investigadores da Universidade de Lisboa, do Instituto Superior de Agronomia e dos Institutos Politécnicos de Santarém, Tomar, Castelo Branco, Portalegre e Leiria, foram previamente divulgadas junto das empresas, que se inscreveram na sessão de acordo com os seus interesses.

“O objetivo é perceber se as tecnologias desenvolvidas podem ter seguimento, ou em produtos para entrar no mercado ou para serem incorporadas na atividade das próprias empresas”, afirmou.

A iniciativa surge na sequência de iniciativa idêntica realizada em 2014 junto do setor agroindustrial.

“Vamos monitorizar o processo. Perceber se depois destes contactos há concretização. Não são processos rápidos”, sublinhou.

Durante o Fórum Inovação e Empreendedorismo vão ser debatidos temas como as tendências de novos negócios, mercados de financiamento, estratégias e financiamento para a inovação empresarial.

Na quinta-feira à tarde realiza-se o seminário “Estratégias e financiamento para a inovação empresarial”, que contará com a presença do ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.

*Com Lusa

 

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