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BeiraNews | Abril 10, 2020

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Sindicato concorda com a venda das Minas da Panasqueira, se evitar encerramento

Sindicato concorda com a venda das Minas da Panasqueira, se evitar encerramento
José Lagiosa

O Sindicato  concorda com a venda das Minas da Panasqueira, Covilhã, desde que seja para evitar despedimentos e a eventual suspensão de atividade, disse hoje à agência Lusa o porta-voz daquela estrutura.

“Não sabemos o que vai acontecer, mas achamos que a venda pode ser vantajosa, desde que seja para evitar que mais mineiros sejam despedidos ou que as minas venham a parar, como se ameaça”, apontou Luís Paulo Mendes.

O sindicalista alertou que qualquer contrato relativo à mudança de mãos da empresa deverá ter em conta os direitos dos trabalhadores, que “estão cada vez mais preocupados com a situação”.

“Ninguém sabe como vai ser o futuro e isto está a preocupar toda a gente. Portanto, se for encontrada uma boa solução de venda, à partida estaremos de acordo”, fundamentou.

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A Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal, empresa que integra um grupo japonês e que detém a concessão daquelas minas, confirmou hoje à agência Lusa que o acionista quer vender a estrutura portuguesa no “menor prazo possível”.

Em resposta escrita, o presidente do conselho de administração, Alfredo Franco, acrescentou ainda que, até à venda da empresa, os compromissos, designadamente no que concerne ao pagamento de salários, serão respeitados, desde que esta ocorra num período de tempo “razoável”.

Em março, este responsável já tinha informado que a empresa estava a passar dificuldades devido às constantes quedas do preço do volfrâmio, uma situação que não se alterou e que mantém em cima da mesa a hipótese de suspensão da atividade, caso não surjam compradores para aquela exploração de minério, situada na Barroca Grande, concelho da Covilhã.

“Esse risco permanece. Caso o processo de venda não seja célere (ou de não haver interessados na aquisição da empresa), pode haver a necessidade de suspender a produção, até porque se estima que o preço do APT – Paratungstato de Amónio – baixe ainda mais e isso até ao final do ano de 2015”, acrescenta a resposta do administrador.

As Minas da Panasqueira são a única exploração de extração de volfrâmio a laborar em Portugal, que em final de maio passará a contar com 307 trabalhadores, menos 32 do que em março.

A redução tem sido realizada com base na dispensa de contratados a prazo e reformados.

*Com Lusa

 

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