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BeiraNews | Abril 2, 2020

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Telepatologia na Cova da Beira reduz para metade o tempo de diagnóstico

Telepatologia na Cova da Beira reduz para metade o tempo de diagnóstico
Carlos Castela

Um projeto na área da Patologia que está a ser desenvolvido no Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), na Covilhã, já permitiu reduzir para metade o tempo de espera para diagnóstico, disse hoje o presidente daquela unidade de saúde.

Miguel Castelo Branco esclareceu que este projeto – que deverá dar origem ao serviço de Telepatologia – é pioneiro em Portugal e começou a ser desenvolvido em 2013, permitindo, numa combinação de meios humanos e informáticos, que todo o processo de diagnóstico com base na análise de amostras recolhidas nos doentes seja realizado no CHCB mediante acompanhamento à distância de especialistas do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (Ipatimup) da Universidade do Porto.

Anteriormente, e à semelhança do que acontece em quase todos os hospitais do país que não têm médicos de Anatomia Patológica, esta unidade optava por enviar as amostras para o exterior, o que tinha implicações em termos de tempo e de qualidade.

“Com a metodologia antiga, tínhamos de esperar quase duas semanas pelo resultado, enquanto neste momento e com a nova solução estamos a conseguir resultados em menos de uma semana, isto é, reduzimos os tempos de espera em mais de 50% e provavelmente ainda iremos melhorar mais”, sublinhou.

A consequente rapidez na resposta dada ao doente em termos de tratamento, bem como o aumento da qualidade do próprio exame, ou o facto de já não ter de se recorrer a um “complicada logística de transporte e respetivo risco de perda ou extravios de amostras” foram outras das mais-valias apontadas por Miguel Castelo Branco e pela anatomopatologista do Ipatimup, que também é responsável pelo laboratório de Anatomia Patológica do CHCB.

Catarina Eloy especificou esta solução permite ainda ultrapassar o problema da falta de médicos especialistas nesta área, mantendo assim toda a qualidade do serviço que, apesar dos 250 quilómetros de distância, funciona como se fosse mais um laboratório dentro do Ipatimup.

“Temos aqui técnicos de excelente qualidade, altamente especializados e diferenciados que nos dão as melhores garantias. Além disso, apesar de estarmos no Porto, conseguimos ver e acompanhar cada passo do que é feito aqui e como estamos [os médicos especialistas] em grupo também conseguimos dar uma resposta independentemente da área específica da amostra”, disse Catarina Eloy.

A médica sublinhou que esta aposta representa uma melhoria franca dos serviços e poderá vir a abranger os hospitais da Guarda e Castelo Branco, aos quais já foi manifestada a disponibilidade para que venham a integrar o projeto.

“Esperamos uma resposta”, referiu Catarina Eloy, que também lembrou que o processo é auditado mensalmente e que os indicadores de qualidade são excelentes.

Em 2014, este projeto foi distinguido com o prémio “Boas Práticas em Saúde” pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar e, em março, levou a Direção Geral de Saúde a publicar a Norma de Orientação Clínica para a prática da Telepatologia.

*Com Lusa

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