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BeiraNews | Janeiro 22, 2020

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Vila Velha de Ródão no projeto Atlas Europeu dos Ventos

José Lagiosa

A Serra do Perdigão, em Vila Velha de Ródão, vai ser o local de estudo para a participação portuguesa no novo Atlas Europeu do Vento (NEWA), foi hoje anunciado.

“Parte dos trabalhos decorrerá na Serra do Perdigão [Vila Velha de Ródão] devido às condições da orografia local, representativa das condições de vento em terreno montanhoso e que serão a base de apoio ao desenvolvimento dos modelos do futuro”, refere um dos principais responsáveis do projeto, José Laginha Palma, em comunicado enviado à agência Lusa.

Este professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) explica que o NEWA é um projeto europeu recentemente aprovado, que tem como objetivo criar novas metodologias de avaliação e gestão do recurso eólico.

“A avaliação das características do vento com fins energéticos assenta ainda nos procedimentos estabelecidos pelo Atlas Europeu do Vento de 1989, hoje obsoletos devido à maior dimensão e potência dos aerogeradores atuais e à sua instalação em terrenos de maior complexidade do que a inicialmente prevista”, adianta.

Neste sentido, surgiu a necessidade de criar novas metodologias de avaliação baseadas em medições e modelos globais de previsão meteorológica.

Estas novas metodologias (tecnologia WindScanner) e o início dos trabalhos do projeto NEWA vão ser apresentados no dia 15 de junho (Dia Global do Vento), em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

A tecnologia ‘WindScanner’, com medições já a decorrer na Serra de Perdigão (Vila Velha de Ródão) a cargo da Universidade Técnica da Dinamarca, permite a medição das características do vento a grandes distâncias e alturas ao solo, sem recurso a torres meteorológicas.

É este o objetivo do projeto NEWA, com a duração de cinco anos (2015-2019), que se iniciou em março, que tem um orçamento global de 13,8 milhões de euros e que envolve um consórcio de instituições de oito países europeus (Dinamarca, Suécia, Alemanha, Espanha, Letónia, Turquia, Bélgica e Portugal).

O processo que conduziu ao projeto NEWA foi iniciado em 2005 e a participação nacional é assegurada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) e Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo José Laginha Palma, a tecnologia ‘WindScanner’ e o Novo Atlas Europeu do Vento “irão marcar a atividade da indústria eólica nos próximos anos, tal como os 30 anos anteriores foram marcados pelo Atlas Europeu do Vento de 1989”.

Este responsável adianta ainda que a participação nestes projetos representa “oportunidades da maior relevância para o meio científico e indústria nacional”.

O financiamento do consórcio português composto pela FEUP, INEGI, LNEG e IPMA é feito pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e envolve cerca de 750 mil euros.

*Com Lusa

 

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