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BeiraNews | Dezembro 7, 2019

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Motoristas dos transportes da Covilhã fazem greve e reivindicam aumento salarial

Motoristas dos transportes da Covilhã fazem greve e reivindicam aumento salarial
José Lagiosa

Os motoristas da Covibus, empresa concessionária dos transportes urbanos da Covilhã, realizam na segunda e terça-feira uma greve de 48 horas para reivindicarem aumentos salariais, disse hoje à agência Lusa o dirigente sindical Manuel Castelão.

“Lamentamos que isto aconteça, porque certamente vai afetar a população, mas é o último recurso dos trabalhadores perante o que tem sido a irredutibilidade da empresa relativamente à atualização salarial para valores que consideramos muito razoáveis”, afirmou Manuel Castelão, do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

Segundo referiu, sindicato e trabalhadores já iniciaram o processo negocial, tendo reunido “seis ou sete vezes”, mas até agora ainda não chegaram a acordo.

Os trabalhadores reivindicam que o ordenado base passe de 579,50 euros para 600 euros e pedem mais um aumento de um euro no subsídio de alimentação, enquanto a proposta da empresa apenas prevê um aumento para 588 euros e de 0,25 euros no subsídio de alimentação.

“É uma proposta ridícula da parte deles, porque estamos a falar de um aumento de 8,5 euros em ordenados que já estão muito abaixo do que aquilo que é recomendado pela associação patronal do setor”, disse, sublinhando que a própria revindicação dos trabalhadores também está abaixo dessa recomendação.

Manuel Castelão adiantou que, no âmbito da negociação (que tem sido acompanhada pela Câmara Municipal da Covilhã), o sindicato reviu a posição e fez uma contraproposta, na qual aceitava que ordenado base passasse para 595 euros e o subsídio de alimentação para três euros, mas esta também não foi aceite.

“Temos uma posição que consideramos séria, razoável e de grande abertura, mas a empresa fez finca-pé e, portanto, os trabalhadores tiveram de passar a outra forma de luta pelo que é um direito justo”, reiterou.

O sindicalista também sublinhou que a empresa integra um grupo (Avanza) com dinheiro e que tem capacidade para fazer face aos aumentos.

“Não será por acaso que estamos a falar de um grupo que está entre os candidatos à compra da Carris e do Metropolitano de Lisboa, ou seja, é um grupo que tem dinheiro e que só não aumenta os trabalhadores porque não quer”, sustentou.

Acrescentou igualmente que a paralisação de 48 horas também tem como objetivo reivindicar a passagem dos trabalhadores contratados a prazo para a condição de efetivos, já que, segundo disse, “a empresa é useira e vezeira” em prolongar os contratos a prazo.

De acordo com os dados do sindicato, a Covibus tem atualmente cerca de 38 trabalhadores, 32 dos quais motoristas.

*Com Lusa

 

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