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BeiraNews | Dezembro 7, 2019

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Partidos usam internet de forma muito limitada com eleitores aponta estudo da UBI

Partidos usam internet de forma muito limitada com eleitores aponta estudo da UBI
José Lagiosa

Um estudo realizado na Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã, concluiu que os partidos políticos portugueses utilizam a internet de forma muito limitada na comunicação, encarando-a mais como ferramenta de difusão do que para ouvirem os potenciais eleitores.

Segundo nota de imprensa hoje divulgada pela UBI, o projeto de investigação foi orientado pelo professor catedrático Paulo Serra e baseou-se na análise, durante os últimos três anos, das páginas de internet dos partidos políticos portugueses.

“A partir dos resultados obtidos, é possível concluir que a maioria dos cidadãos acede aos ‘sites’ à procura de informações atualizadas e com a expectativa de estabelecer um diálogo através de ferramentas que, aparentemente, favorecem a interação nos próprios ‘sites’ ou nas redes sociais. A realidade é que, geralmente, os partidos não participam das conversas ‘online’ nem nos diálogos que, a acontecerem, não ocorrem entre os políticos e os comentadores, mas apenas entre os segundos, o que resulta numa comunicação horizontal”, está referido na nota.

No âmbito deste projeto foi ainda realizado um inquérito que revelou que apenas 20% dos portugueses visita os ‘sites’ dos partidos políticos e que, de entre eles, só uma percentagem mínima o faz regularmente.

Mais de metade dos cidadãos garante que não acede por não estar interessado em política, quase 20% porque escolhe informar-se através da comunicação social e cerca de 5% acha que nas páginas dos partidos apenas vai encontrar propaganda.

Na análise foram tomados como referência os ‘sites’ dos cinco partidos políticos com representação parlamentar, nomeadamente CDS-PP, PSD, PS, PCP e BE, tendo os investigadores estudado as páginas ‘web’ e realizados testes para verificar o grau de interação com os cidadãos, como enviar e-mails ou fazer comentários nas notícias da ‘web’ e nas páginas do Facebook de cada partido.

A metodologia incluiu também entrevistas com os responsáveis de comunicação dos partidos para conhecer as suas estratégias, especialmente em redes sociais como Facebook, Twitter, Flickr, Youtube ou Instagram, embora quase nenhum partido tenha contas oficiais em todas essas plataformas.

Para complementar esta informação com opiniões dos cidadãos, também foi realizado um “focus group”, técnica que reúne várias pessoas para debaterem.

*Com Lusa

 

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