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BeiraNews | Dezembro 7, 2019

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Sporting da Covilhã fez treino militar para aprender a reagir nos maus momentos

José Lagiosa

O plantel de futebol do Sporting da Covilhã chegou na ultima noite ao seu Complexo Desportivo da Covilhã depois de um treino militar na Serra da Estrela, de quase 24 horas com o sub-agrupamento de Montanha da GNR.

Durante a longa jornada, os jogadores fizeram o percurso de 12 quilómetros entre o Sabugueiro e o Vale do Rossim a correr, seguiram-se vários exercícios, dormiram duas horas e foram acordados com uma “alvorada militar”, para mais uma marcha de nove quilómetros e mais atividades durante todo o dia.

O desafio, que se realiza pelo terceiro ano, culminou com mais uma “marcha forçada” de 15 quilómetros em direcção à Covilhã. Antes da paragem final, o grupo, visivelmente cansado, passou pelo recinto da Feira de São Tiago, na noite em que atua o cantor Tony Carreira.

Depois de mais dez flexões, “para a despedida”, Carlos Fernandes, comandante, disse aos jogadores que têm agora nos militares “adeptos fervorosos” e alertou para a necessidade de reagir nos maus momentos.

“A competição é feita de bons e de maus momentos. Nos bons, está tudo bem e esquece-se rápido. Os maus vão-vos exigir respostas rápidas. Têm de estar concentrados, principalmente nos maus momentos”, sublinhou o comandante, que se preocupou em preparar uma jornada que trabalhasse a “união e coesão”.

Mais que a resistência e a capacidade física, o objetivo é criar situações em que seja “exigido espírito de união, de sacrifício, camaradagem, alicerçados em disciplina e rigor, aquilo que os pode levar ao êxito”, disse Carlos Fernandes, em declarações à agência Lusa.

Francisco Chaló, o treinador, considera essas caraterísticas “fatores determinantes para uma época tão longa”.

O técnico, que repetiu a fórmula pela terceira vez, embora em moldes diferentes, diz que o treino feito com os militares, que testa os limites físicos e psicológicos dos jogadores, lhe permite tirar conclusões sobre até onde podem ir alguns atletas.

“A maior parte dos indicadores deste dia são indicadores que vão porfiando durante a época. Por exemplo, sobre a capacidade de alguns atletas ultrapassarem o limiar do cansaço”, sublinha Chaló, à agência Lusa.

Zé Tiago, médio que repete a experiência, confessa que após uma noite e dia “divertidos, mas muito cansativos”, o único pensamento é ir dormir, mas realça que o que lhes foi exigido vai ser-lhes útil em campo.

“Foi mais um passo para nos tornar uma equipa, mas isso vai-se construindo ao longo do tempo”, disse à Lusa.

Zé Pedro, reforço serrano, participou pela primeira vez num treino militar, que considera “muito duro e benéfico” para a equipa.

“Ganhámos união, conhecimento que temos uns dos outros, ajudou-nos a integrar, para além de a equipa ganhar uma condição física melhor”, realça o central.

Para Xeka o desafio mostrou que o grupo soube superar os obstáculos. “Rumámos todos para o mesmo lado”, vinca o médio, satisfeito por finalmente ir descansar algumas horas, antes de os “leões da serra” defrontarem, no sábado, o Paços de Ferreira, em Seia.

*Com Lusa

 

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