Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Dezembro 7, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Investigadores de Aveiro preveem perda de um terço da população no interior até 2040

Investigadores de Aveiro preveem perda de um terço da população no interior até 2040
José Lagiosa

A manter-se a fecundidade atual e não havendo migrações, apenas as regiões do Cávado, Lisboa, Setúbal e Algarve não perdem população até 2040 e o interior irá perder um terço da população, segundo investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

As projeções constam das conclusões do projeto DEMOSPIN, agora divulgado em livro, com o título “A Demografia e o País: Previsões Cristalinas sem Bola de Cristal”, da autoria dos investigadores da UA Eduardo Anselmo Castro, José Manuel Martins e Carlos Silva.

De acordo com a metodologia seguida no livro e considerando o mais favorável de três cenários apresentados, no litoral português apenas as regiões do Cávado, Lisboa, Setúbal e Algarve podem não perder população.

Na faixa do interior do país que vai desde Trás-os-Montes ao Alentejo, a manter-se a atual tendência da evolução do índice de fecundidade em Portugal e não havendo migrações, as previsões apontam para a perda de aproximadamente um terço da população atual, em 2040.

O livro, editado pela Gradiva, propõe uma nova abordagem para as previsões demográficas, relacionando os indicadores da população com a evolução da economia.

“Os estudos de prospetiva são escassos em Portugal, navega-se demasiado à vista”, comenta Eduardo Anselmo Castro.

Eduardo Castro refere os setores da Educação e da Saúde como dois exemplos em que é notória essa escassez: “se um médico demora dez anos a formar, como é possível conceber uma estratégia para o setor sem previsões rigorosas sobre a sua evolução?”.

O professor e investigador considera que “não há estudos demográficos sérios sem ter em conta a evolução da economia e vice-versa”.

“A Segurança Social vai colapsar? Quantos seremos daqui a 30 anos? O aumento da fecundidade resolve os nossos problemas?”. Essas são questões a que o livro procura dar resposta.

Os autores vão apresentar o trabalho no dia 08, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, dia 09 na Livraria da Universidade de Aveiro, dia 11, em Lisboa, no Atrium Saldanha, e no dia 12 na Casa de Espetáculos e da Cultura da Sertã.

*Com Lusa

Comentar