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BeiraNews | Dezembro 6, 2019

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Especialistas mundiais debatem na Covilhã avanço da violência extrema

Especialistas mundiais debatem na Covilhã avanço da violência extrema
José Lagiosa

Especialistas mundiais em segurança e contraterrorismo estarão na Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã, nos dias 03 e 04 de novembro, para debaterem a violência extrema e as formas de a travar, anunciou hoje aquela instituição.

Segundo um comunicado enviado à agência Lusa, os especialistas marcarão presença na reunião de lançamento do projeto denominado “RSPRIS Prevenção da Radicalização das Prisões”, que foi recentemente aprovado e financiado por fundos europeus e que será promovido pelo laboratório interdisciplinar dedicado à área da lei e justiça da universidade, o BSAFE LAB Law Enforcement, Justice and Public Safety Lab da UBI.

“A reunião de lançamento do projeto, que terá como anfitriões em Portugal o BSAFE Lab da UBI, a IPS_Innovative Prison Systems (Qualify Just) e a Direção Geral da Reinserção e Serviços Prisionais, contará com altos representantes de administrações penitenciárias europeias, de especialistas em matéria de segurança e contraterrorismo de centros de investigação de Portugal, Roménia, Noruega, Bélgica, Holanda e Turquia e de organizações internacionais (ICPA e EuroPris)”, especifica a informação.

Lembrando que as questões do extremismo violento e da “radicalização” e respetiva forma de se combaterem estão na agenda política europeia, o comunicado explica que o projeto “R2PRIS” se coaduna com esta realidade e atuará no sentido de intervir “precocemente” junto de reclusos em risco de serem recrutados e radicalizados durante a passagem pela prisão.

“Sensibilizar para o fenómeno da radicalização em contexto prisional, desenvolver instrumentos para que as administrações prisionais e o pessoal penitenciário estejam aptos a reconhecer sinais de radicalização numa fase inicial, fornecer instrumentos para apoiar o pessoal penitenciário na comunicação com os serviços de inteligência, criar procedimentos para a filtragem e interpretação dos dados recebidos do pessoal penitenciário de forma adequada e estabelecer programas e ferramentas de formação para que todos os funcionários em meio prisional respondam adequadamente a indivíduos vulneráveis ou em risco de radicalização” são alguns dos objetivos também enunciados relativamente ao programa.

O projeto “R2PRIS” será promovido pelo BSAFE LAB da UBI, no âmbito de um consórcio que envolve a IPS_Innovative Prison Systems, o CRSP – Centro Romeno de Estudos Penitenciários, a ANP – Administração Penitenciária da Roménia, os Serviços Prisionais da Bélgica, o Kriminalomsorgen – Direção-Geral de Serviços Correcionais da Noruega, o CTEGM – Direção-Geral de Serviços Prisionais da Turquia, a Direção Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (parceiro associado), a ICPA International Corrections and Prisons Association e o EuroPris The European Organisation of Prison and Correctional Services.

O BSAFE LAB Law Enforcement, Justice and Public Safety Laboratory foi criado em 2014 a partir da colaboração entre a UBI e a IPS_Innovative Prison Systems e “trata-se de um laboratório interdisciplinar de investigação aberta criado com o objetivo de aproximar a academia, as empresas e as organizações da administração pública, de promover e desenvolver nova investigação e de transferir tecnologia nas áreas da aplicação da lei, da justiça e da segurança pública”, refere Nuno Garcia, investigador e docente da UBI, citado no comunicado.

Criado de 2014, o BSAFE LAB conta já com a colaboração de investigadores associados originários de vários países, empresas, associações empresariais e organizações da administração pública.

“Apresentou mais de uma dezena e meia de candidaturas a financiamento, sempre em colaboração com administrações penitenciárias europeias, tendo em curso quatro projetos financiados pela União Europeia com um valor global de financiamento superior a 1,2 milhões de euros”, refere ainda este investigador e docente da UBI.

*Com Lusa

 

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