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BeiraNews | Abril 2, 2020

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Estudo à qualidade do ar em Vila Velha de Ródão tranquiliza população

José Lagiosa

A Câmara de Vila Velha de Ródão revelou hoje que o estudo sobre a qualidade do ar realizado pela Universidade Nova de Lisboa (UNL) entre 2012 e 2015 “vem dar tranquilidade” à população local.

“O relatório final [do estudo de monitorização da qualidade do ar] vem tranquilizar as pessoas que estavam mais inquietas sobre a qualidade do ar em Vila Velha de Ródão”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira.

O autarca explica que após um estudo feito pela UNL em 2011 ter detetado níveis “extremamente elevados” de poluição do ar em Vila Velha de Ródão, o município estabeleceu uma parceria com a própria UNL para efetuar a monitorização à qualidade do ar.

“A câmara, perante a ausência de resposta das entidades oficiais, estabeleceu esta parceria com a UNL para efetuar um estudo da qualidade do ar numa perspetiva bastante alargada, entre 2012 e 2015”, adiantou.

E, segundo o relatório final, agora tornado público, Luís Pereira sublinha que a população de Vila Velha de Ródão “pode estar tranquila em relação à qualidade do ar”, visto que durante estes três anos não se registaram índices de poluição acima do permitido por lei.

“Dessa parte, o assunto está resolvido”, diz o autarca.

Apesar do resultado “tranquilizador” e do protocolo ter chegado ao fim, Luís Pereira diz que a autarquia vai continuar a realizar monitorizações à qualidade do ar.

O relatório final do estudo de “Monitorização e análise técnica da qualidade do ar de Vila Velha de Ródão”, a que a Lusa teve acesso, recomenda “a atenção a potenciais situações de poluição do ar que possam causar incomodidade nas populações não se desvaneça”.

Relativamente aos níveis de partículas inaláveis (PM10), o documento diz que se verificaram­ “duas excedências” ao valor limite diário de 50 microgramas/metro cúbico, definido na legislação em vigor no verão de 2015 (entre os dias 9 e 10 de agosto).

Contudo, explica que “este episódio de concentrações elevadas deveu-­se à influência do transporte de poeiras com origem nos desertos do Norte de África e não tanto à contribuição de fontes de emissão locais”.

O documento concluiu ainda que apesar da ocorrência “destas ultrapassagens ao valor limite diário e de algumas concentrações médias diárias superiores a 40 microgramas por metro cúbico, a média global deste poluente situou­-se em 20,1 microgramas por metro cúbico, o que não representa um valor significativamente elevado nem acarreta um risco de exposição preocupante para a saúde humana”.

*Com Lusa

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