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BeiraNews | Dezembro 8, 2019

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Maioria dos rios e albufeiras da região centro tem boa qualidade de água

José Lagiosa

A maioria (67%) dos rios e albufeiras da região centro do país apresenta boa qualidade de água e 25% uma qualidade razoável, segundo a proposta do plano de gestão hidrográfica hoje apresentada publicamente.

O Plano de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) Vouga, Mondego e Lis para o período de 2016 a 2021, hoje apresentado na Figueira da Foz, delimita as massas de água superficiais e subterrâneas existentes numa área de mais de 12 mil quilómetros quadrados, abrangendo 65 concelhos de cinco distritos (Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Viseu), pondera análise de riscos e faz a articulação com o plano de zonas inundáveis, entre várias outras matérias, e está em consulta pública até dezembro.

No documento são analisadas 230 massas de águas superficiais (215 das quais rios e albufeiras) e 22 subterrâneas: duas em cada três águas superficiais obtêm a classificação de bom (um total de 154 – 67%), 58 a classificação de razoável (25%), oito medíocres (entre as quais a albufeira da barragem da Agueira ou a vala de Alfarelos, esta no Baixo Mondego) e quatro más, incluindo-se neste lote os rios Lis, Vouga e Águeda.

Na sessão de hoje, Celina Carvalho, diretora regional da Agência Portuguesa do Ambiente, lembrou a evolução dos critérios de classificação decorrentes da adoção da diretiva europeia da Água, mais apertados, frisando que se fossem adotados os critérios vigentes em 2001 (há 14 anos), “todas as massas de água estariam em estado ‘Bom'”.

O PGHR inclui ainda 156 zonas protegidas, onde se incluem 58 águas de recreio, 50 de captação para consumo humano (29 superficiais e 21 subterrâneas), 22 piscícolas e 15 de habitats de fauna e flora, entre outras.

Na apresentação, a cargo de uma das autoras do trabalho, foi ainda recordado que um dos objetivos do plano ainda em vigor (2009-2015) era ter todas as águas com classificação igual ou superior a ‘Bom’ mas esse objetivo não foi atingido, estando prevista uma prorrogação do prazo, até 2021 ou 2027, conforme os casos.

O plano inclui mais de 100 medidas de intervenção que, no conjunto, totalizam 237,5 milhões de euros para redução ou eliminação de cargas poluentes, sustentabilidade das captações de água, ou controlo de espécies ou pragas, num total de oito eixos de atuação.

Os oito planos de gestão das regiões hidrográficas podem ser consultados no portal Participa (onde estão publicadas as consultas públicas em vigor) e serão alvo de uma sessão nacional de encerramento, em Lisboa, no mês de dezembro.

*Com Lusa

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