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BeiraNews | Dezembro 9, 2019

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Vieira diz que acordo de direitos de TV do Benfica é o melhor e ‘aponta’ a saída a Proença

Vieira diz que acordo de direitos de TV do Benfica é o melhor e ‘aponta’ a saída a Proença
José Lagiosa

O presidente do Benfica defende que o acordo com a NOS pelos direitos televisivos da equipa de futebol é muito melhor do que os de FC Porto e Sporting, mas que todos representam a fragilização do presidente da Liga.

“Não se pode comparar o incomparável, o que é preciso é analisar a diferença dos contratos, quer no limite temporal, quer nos conteúdos e ativos que cada um deles abrange. É evidente que são três excelentes acordos, mas os contratos do FC Porto e do Sporting só foram possíveis porque o Benfica voltou a liderar o processo”, disse Vieira em entrevista publicada hoje no jornal A Bola.

Enquanto o Benfica cedeu os seus direitos e a exploração da BTV por 400 milhões de euros, o Sporting vendeu à mesma operadora as transmissões, publicidade no estádio, exploração e distribuição da Sporting TV (10 anos) e a publicidade nas camisolas e renegociou o contrato vigente com a PPTV, tudo por 515 milhões de euros, e o FC Porto acordou com a PT Portugal – dona da operadora MEO – a cedência de direitos de televisão e publicidade, a distribuição do Porto Canal e o patrocínio nas camisolas, por 457,5 milhões.

“O nosso contrato é por 10 anos e os demais por 12 ou 13, em média. E o nosso contrato não inclui patrocínios nem nas camisolas nem no estádio. A partir daqui as contas são fáceis de fazer”, acrescentou Vieira, confirmando a existência de uma cláusula de salvaguarda em função dos valores negociados por Sporting e Benfica. “Em janeiro estaremos de novo sentados à mesa com a NOS, algo que já está contemplado no nosso acordo”, sublinhou.

Os acordos alcançados pelos três ‘grandes’, após os quais a NOS já fechou negócios com mais oito clubes da I Liga – Académica de Coimbra, Belenenses, Nacional, Arouca, Paços de Ferreira, Marítimo, Sporting de Braga e Vitória de Setúbal -, levam o líder ‘encarnado’ a considerar que a posição do presidente da Liga, Pedro Proença fica fragilizada.

“Isso revela que nem Porto nem Sporting acreditavam seriamente na promessa de centralização anunciada pelo atual presidente da Liga. Como é evidente, as negociações com os clubes começaram muito antes do nosso anúncio e isso é revelador do descrédito que mereceram as propostas de centralização [dos direitos televisivos] por parte do então candidato Pedro Proença”, disse Vieira.

Tendo em conta que “muitos dos compromissos que serviram de base à eleição de Pedro Proença já não serão atingíveis”, o dirigente do Benfica vê como “natural que o presidente da Liga equacione a sua [não] continuidade”.

A propósito da polémica levantada pelas insinuações do presidente do Sporting relacionadas com o pacote de cortesia que o Benfica oferece nos seus jogos às equipas de arbitragem, Luís Filipe Vieira disse que as ações contra o clube ainda não deram entrada, mas estão a ser finalizadas.

“É evidente que o Sporting vai ter de responder pelos atos do seu presidente, pelas acusações repetidas que puseram em causa o bom nome e a reputação do Benfica. Creio que o Sporting vai ter de pagar pela irresponsabilidade de muitas afirmações do seu presidente”, afirmou.

Sobre a saída de Jorge Jesus para o Sporting, Vieira voltou a contrariar a versão do treinador, afirmando que foi ele que quis deixar o Benfica após seis uma ligação de seis anos em que os ‘encarnados’ festejaram três títulos de campeão nacional, nomeadamente nas duas épocas anteriores.

“A decisão foi deles. (…) Jorge Jesus seguiu o seu caminho e fez a opção que entendeu. (…) O tempo vai ser o melhor juiz do que se passou. Fomos à procura de um treinador depois de sabermos pela comunicação social da opção de Jorge Jesus. Só tive a confirmação já de madrugada e por SMS”, frisou.

Vieira manifestou-se ainda confiante no trabalho de Rui Vitória, desvalorizou a distância para FC Porto e Sporting e disse compreender os protestos dos adeptos, afirmando que a margem do técnico não é pequena.

“Qual foi a margem de manobra do nosso último treinador? (…) Foi muito grande. As pessoas, por vezes, têm tendência para esquecer”, afirmou Vieira.

*Com Lusa

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