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Cimpor com resultado negativo de 80,4 milhões em 2015
A Cimpor registou um resultado líquido negativo de 80,4 milhões de euros em 2015, que compara com os 29,6 milhões alcançados no período homólogo do ano precedente, anunciou hoje a empresa.
Na comunicação do seu relatório e contas de 2015 à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a Cimpor revela que o volume de negócios registou uma contração de 4,3%, situando-se nos 2.492,7 milhões de euros, o que compara com 2.603,7 milhões alcançados em 2014.
Na mensagem aos acionistas, que abre o documento enviado à CMVM, o presidente do Conselho de Administração da Cimpor, Daniel Proença de Carvalho, justifica os resultados com o “ciclo de retração da economia mundial”, que levou organismos como o FMI (Fundo Monetário Internacional) ou a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) a reverem em baixa as suas previsões para 2015.
Proença de Carvalho assinala, contudo, que a Cimpor “permanece como uma das 10 maiores cimenteiras do mundo com uma atuação internacional e apesar do enquadramento macroeconómico mantém intacta a ambição de estar entre as cinco mais rentáveis”.
“Embora o EBITDA (lucros antes de impostos e amortizações) tenha recuado neste ano de 2015 para os 525,7 milhões de euros (-18,6% face a 2014), o volume de negócios tenha sido reajustado para os 2,5 mil milhões de euros (-4,3% face a 2014) e as vendas de cimento tenham ficado nos 28 milhões de toneladas (-6,1% face a 2014), a margem de EBITDA manteve-se como uma referência no mercado cimenteiro internacional o que revela bem a capacidade de resposta colocada em prática ao longo deste desafiante ano de 2015”, sublinha.
Proença de Carvalho aponta o “clima de incerteza nos mercados financeiros internacionais e de abrandamento de economias até há bem pouco tempo pujantes, como é o caso do Brasil, o principal mercado da Cimpor”.
Considera que os resultados, vistos à luz da contração das economias mundiais, dão “força e sentido ao perfil de “indústria pesada” da Cimpor: resiliente, de médio prazo, visando a criação sustentada de valor acrescentado, para profissionais, fornecedores e demais parceiros mas, naturalmente permeável às oscilações contextuais no seu percurso”.
“Ora é neste contexto que, acredito, devem ser lidos os resultados apresentados porque mais do que o desafio do momento, que estou certo será superado, importa focar no (s) objetivo (s) do futuro”, conclui o presidente do Conselho de Administração da Cimpor.
*Com Lusa





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