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BeiraNews | Maio 31, 2020

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CDS-PP da Guarda considera muito negativo o cancelamento da barragem de Girabolhos

José Lagiosa

A Comissão Política Distrital do CDS-PP da Guarda considerou hoje de “muito negativa” a decisão do Governo de cancelar a construção da barragem de Girabolhos por gerar “expectativas deveras importantes” para os concelhos de Seia e de Gouveia.

A estrutura partidária presidida por Henrique Monteiro refere em comunicado hoje divulgado que “regista como muito negativa para o distrito [da Guarda] a notícia do cancelamento da construção da barragem de Girabolhos por decisão do Governo do Partido Socialista”.

O Governo anunciou na segunda-feira o cancelamento da construção das barragens de Girabolhos, no rio Mondego, nos concelhos de Gouveia, Seia, Mangualde e Nelas, e do Alvito, no rio Tejo, que abrange os concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, enquanto a construção da barragem do Fridão, no rio Tâmega, no concelho de Amarante, foi suspensa por três anos.

“Como sabemos, o interior do país, em particular o distrito da Guarda, é uma região carente de investimento, entendendo o CDS que só com esse mesmo investimento é possível criar a riqueza necessária à fixação das pessoas, em particular dos mais jovens, e estancar ao mesmo tempo a hemorragia de recursos humanos que a todos nos empobrece”, lê-se na nota enviada à agência Lusa.

Para o CDS-PP/Guarda, o projeto da barragem de Girabolhos “gerava expectativas deveras importantes” para os concelhos de Seia e de Gouveia, na zona da Serra da Estrela, “podendo estender sinergias a outros municípios limítrofes”.

Com o cancelamento do projeto, no entender da distrital da Guarda daquele partido, ficaram em causa a produção de energia elétrica, o abastecimento de água, a regulação do caudal do rio Mondego, o aproveitamento turístico da albufeira e o desperdício dos recursos financeiros gastos nos trabalhos preparatórios já efetuados no terreno.

A Comissão Política Distrital do CDS-PP da cidade mais alta do país anuncia que, através do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República, irá questionar o ministro do Ambiente “para se ficar a conhecer a verdadeira razão do abandono de um investimento tão importante” para a região.

*Lusa

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