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BeiraNews | Outubro 15, 2019

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Empresários da Beira Baixa manifestam inquietação com cancelamento do Alvito

Empresários da Beira Baixa manifestam inquietação com cancelamento do Alvito
José Lagiosa

A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) manifestou hoje a sua inquietação com o anúncio do cancelamento da construção da barragem do Alvito e concluiu que o interior continua a ser desprotegido.

Em comunicado envido à agência Lusa, a AEBB sublinha que ao olhar para a decisão de não construção da barragem do Alvito fica inquieta por várias razões: “Uma delas é que em caso de ajustamentos financeiros do país os sacrifícios recaem sempre sobre os territórios mais despidos [interior], sendo estes os que usufruem de menor investimento público”.

O presidente da direção da AEBB, José Gameiro, recorda que mesmo nos casos em que existe investimento público, tal como as autoestradas, “a utilização deste é mais caro nestas regiões que em outras mais desenvolvidas”.

“Podemos questionar se a construção de barragens seria a solução para a região. A resposta é simples e fácil: a conclusão de que, por si só, não resolve a baixa densidade populacional”, argumenta.

Contudo, adianta que é fácil concluir que a construção de uma barragem iria diversificar um conjunto de atividades, trazer negócios novos e postos de trabalhos adicionais.

“Em resumo, uma barragem desenvolve uma determinada região, mesmo que não queiramos comparar com o Alqueva”, sublinha.

José Gameiro deixa também uma questão: “Não sendo uma barragem a desenvolver a região para onde estava projetada, que investimentos públicos podem garantir o preenchimento desse vazio?”.

Para o presidente da AEBB, a região fica mais uma vez na expectativa de que aconteça algo.

O Governo anunciou na segunda-feira o cancelamento da construção das barragens de Girabolhos, no rio Mondego, nos concelhos de Gouveia, Seia, Mangualde e Nelas, e do Alvito, no rio Tejo, que abrange os concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, enquanto a construção da barragem do Fridão, no rio Tâmega, no concelho de Amarante, foi suspensa por três anos.

*Lusa

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