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BeiraNews | Junho 2, 2020

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Projeto de proteção do lobo ofereceu 25 cães guardadores de gado

José Lagiosa

Um projeto para a proteção do lobo em zonas raianas dos distritos da Guarda e de Castelo Branco já ofereceu 25 cães guardadores de gado e apoiou a instalação de mais de 30 vedações fixas.

Os resultados obtidos com o projeto europeu intitulado “Life Med-Wolf”, coordenado pelo Grupo Lobo, foram hoje revelados na Guarda, em conferência de imprensa, com a presença de responsáveis portugueses e italianos.

Segundo Francisco Petrucci-Fonseca, presidente do Grupo Lobo, o projeto que pretende facilitar a coexistência com o lobo nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel, Almeida, Guarda e Sabugal (distrito de Guarda) e em Idanha-a-Nova e Penamacor (Castelo Branco) foi iniciado em 2012 e termina em 2017.

Em relação aos resultados obtidos, o responsável adiantou que o projeto entregou 25 cães guardadores de gado a agricultores, com o respetivo apoio veterinário e alimentar, e apoiou a instalação de mais de 30 vedações fixas em explorações pecuárias.

Segundo o Grupo Lobo, o maior número de cães foi entregue no concelho de Almeida (13), seguindo-se Pinhel (4), Sabugal (1), Figueira de Castelo Rodrigo (1) e Guarda (1).

Em relação às cercas, a fonte adiantou à Lusa que foram instaladas 35 até ao momento, com o concelho de Almeida a destacar-se, com 28, sendo as restantes em Pinhel (4), Guarda (2) e Sabugal (1).

“Em resultado destas ações, o número de prejuízos [atribuídos aos lobos] tem diminuído” e o Grupo Lobo tem “já uma melhor ideia da presença do lobo na região”, disse.

No âmbito do projeto “Life Med-Wolf”, segundo Francisco Petrucci-Fonseca, foram também realizadas ações de sensibilização que envolveram cerca de mil alunos de escolas da região.

Foram ainda executados projetos de monitorização da população lupina, sendo que atualmente estão “sete lobos confirmados na região” e o concelho de Almeida é aquele “onde se tem confirmado mais” a sua presença.

Francisco Petrucci-Fonseca esclareceu que “ninguém anda a largar lobos” e que a associação que lidera pretende “ajudar as pessoas” na coexistência com aqueles animais que estão protegidos por lei.

O projeto “Life Med-Wolf” também está em curso na região italiana de Grosseto. Os parceiros italianos e os monitores da Comissão Europeia estão em Portugal para avaliar os avanços do projeto, visitando explorações, falando com os interessados, observando os avanços até agora registados e possibilitando a partilha de experiências.

Valeria Salvatori, coordenadora do projeto em Itália, disse aos jornalistas que naquele país o cenário é idêntico àquele que se verifica em Portugal, onde também estão a ser implementadas ações para conservação do lobo.

Helenia Babetto, responsável do programa Life na Comissão Europeia, reconheceu que “não é impossível encontrar um caminho” que permita a coexistência do homem e do lobo.

“É importante encontrar caminhos para melhorar soluções” para a coexistência, disse.

*Lusa

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