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BeiraNews | Agosto 20, 2019

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Câmara de Viseu contesta eventual extinção do serviço de cirurgia pediátrica

Câmara de Viseu contesta eventual extinção do serviço de cirurgia pediátrica
José Lagiosa

A Câmara de Viseu contestou hoje a eventual extinção do serviço de cirurgia pediátrica do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, uma medida que considera ser “centralização injustificada”.

A medida está prevista no projeto de Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação Materna, da Criança e do Adolescente, proposto pelo Governo e que se encontra em consulta pública.

“Este esvaziamento não é economicamente racional nem socialmente aceitável e vem em manifesto prejuízo do acesso das populações da cidade-região de Viseu, assim como da promoção de um ambiente propício à natalidade”, alerta o presidente do município, Almeida Henriques, em comunicado.

Segundo o autarca social-democrata, “a influência do hospital de São Teotónio é mais do que intermunicipal e distrital, abrangendo também populações de concelhos de distritos da Guarda e de Castelo Branco”, uma influência geográfica e populacional que não foi tida em consideração no projeto.

A Câmara de Viseu considera que a extinção deste serviço “constitui uma centralização injustificada destes cuidados de saúde, que são prestados com elevada eficiência e qualidade”, superando até “os rácios de serviço impostos pela política preconizada pelo Governo”.

“Com dois especialistas em cirurgia pediátrica apenas, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu garante mais de 500 intervenções cirúrgicas por ano e cerca de 2.500 consultas”, sublinha.

Por outro lado, “a medida de extinção deste serviço de cirurgia pediátrica contraria a própria política defendida pelo Governo, segundo a qual a cirurgia pediátrica deve ser praticada em contexto de ambulatório”.

A autarquia lembra que “o Centro Hospitalar Tondela-Viseu é a unidade hospitalar do Serviço Nacional de Saúde com maior percentagem de cirurgia do ambulatório para procedimentos enquadrados nesta modalidade”, ou seja, 91,3%.

A redução de efetivos médicos em serviços de pediatria no Centro Hospitalar Tondela-Viseu preconizada pelo projeto e a transferência do único profissional especialista em cardiologia pediátrica são outras medidas contestadas.

*Lusa

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