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BeiraNews | Dezembro 14, 2019

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Campus de Ponte de Sôr reforça centralidade do ‘cluster’ português da aeronáutica

José Lagiosa

O Campus Aeronáutico de Ponte de Sôr, Portalegre, um investimento de 4,2 ME, já criou 200 postos de trabalho e veio reforçar a centralidade do ‘cluster’ aeronáutico português, destacou hoje o ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

“Só aqui, nesta infraestrutura, já estão criados cerca de 200 postos de trabalho e vêm mais 100 a caminho, e coloca Portugal ainda de forma mais central no cluster da aeronáutica”, disse Pedro Marques, na cerimónia de inauguração do Campus Aeronáutico de Ponte de Sor, no Alentejo, tendo destacado ainda que o equipamento vai “começar a construir drones, em breve”.

Além da sede dos meios aéreos da Proteção Civil, o aeródromo municipal de Ponte de Sor, que tem uma pista de aviação com 1.850 metros, alberga uma empresa de manutenção de aviões ultraleves, o Aeroclube de Portugal, com a vertente dos planadores, uma empresa de componentes aeronáuticos, uma empresa de manutenção aeronáutica, a base dos meios aéreos da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), e uma escola internacional de pilotos de aviação, entre outras empresas, tendo sido já criados 200 postos de trabalho.

“Aqui é uma componente de formação de pilotos que está em causa, mas há uma componente de investigação científica que virá a ser desenvolvida, a produção de drones, que em breve estará aqui em Ponte de Sôr, e toda a questão da formação universitária”, destacou o governante, tendo feito notar que aquele equipamento “é um polo importante do cluster aeronáutico que se tem vindo a desenvolver no Alentejo e que fica consolidado” em Ponte de Sôr.

“É um facto muito positivo, numa fase em que estamos a sair de uma crise, em que temos mais empresas a concorrer a fundos comunitários e é bom que elas também vejam os resultados concretos das empresas que já investiram e criaram emprego, e para que os portugueses percebam, precisamente, que os fundos comunitários estão ao serviço do desenvolvimento das localidades, como foi o caso de Ponte de Sôr”, destacou Pedro Marques.

“Há seis meses, o país estava estagnado e hoje temos as contas públicas controladas, mantivemos a estabilidade macroeconómica do país, o desemprego desceu em abril, e vamos a caminho do défice mais baixo da nossa democracia”, afirmou o ministro, tendo referido ainda um valor na ordem dos 2 mil milhões de euros em candidaturas de empresas privadas a fundos comunitários, “o maior investimento de sempre candidatado, nos últimos 10 anos”, uma verna que “vai gerar mais empregos e coesão territorial”.

O campus universitário hoje inaugurado está equipado com salas de aulas multidisciplinares e alojamento para os alunos (mais de 160 quartos), sendo objetivo do município formar uma “tipologia” que sirva os propósitos de todas as entidades e empresas já sediadas no aeródromo, bem como das escolas superiores que desenvolveram protocolos com o município, como as Universidades de Évora, da Beira Interior, o Instituto Superior de Educação e Ciência de Lisboa, e os Politécnicos de Portalegre, Castelo Branco e Setúbal.

A inauguração do novo equipamento vai permitir transformar o aeródromo de Ponte de Sor num espaço “transversal” para o setor da aeronáutica, segundo o presidente da Câmara, Hugo Hilário, que disse acreditar que, ao ser criado um campus universitário ligado ao setor do ensino superior e da investigação aeronáutica, poderá ser gerada uma maior “sustentabilidade” do espaço.

“Hoje é um dia muito feliz para Ponte de Sôr, num processo que leva uma década e que tem sido muito difícil, um investimento estruturante numa equipamento ímpar e diferenciador para toda a região alentejana e para o país, e que vai permitir dotar o território de mais competências, mais conhecimento, mais investimento e mais emprego. Só criando empregos é possível fixar a população”, sublinhou.

*Lusa

 

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