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BeiraNews | Novembro 21, 2018

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Guineense Manecas Costa abre Festival Sete Sóis Sete Luas sexta-feira em Pombal

Guineense Manecas Costa abre Festival Sete Sóis Sete Luas sexta-feira em Pombal
José Lagiosa

O guitarrista guineense Manecas Costa abre, na sexta-feira, no castelo de Pombal (Leiria), a 24.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas, um certame que decorrerá ao longo do ano, em mais nove países, foi hoje anunciado.

Um dia depois do guitarrista guineense, nomeado para os Prémios Grammy, em 2009, atuará, também no castelo de Pombal, os Tejedor, grupo das Astúrias que utiliza gaitas de foles, para reproduzir temas do folclore tradicional e que, em 2003, foi galardoado com o prémio Urogallo de Bronze do Centro Asturiano de Madrid.

Promovido por uma rede cultural de 30 cidades de 11 países do Mediterrâneo e do mundo lusófono, o festival Sete Sóis Sete Luas visa promover o diálogo intercultural, a mobilidade dos artistas e a criação de formas originais de produção artística, segundo a organização.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do festival, Marco Abbondanza, frisou as três formações originais – a Luasiberica Orkestra, a Jeunesse du 7Sóis, um grupo composto por cinco jovens, e o projeto Rythme Des 7Lunes –, que atuarão nesta edição do festival, que “aposta cada vez mais na procura da beleza da diversidade cultural do mundo mediterrânico e lusófono”.

“Além de ser, cada vez mais, um festival de originais, o Sete Sóis Sete Luas pretende ainda mostrar que o diálogo intercultural é possível, o que é ainda mais importante, face à crise de refugiados que atinge a Europa”, disse.

O diretor do Festival sublinhou ainda a importância que o festival está a dar a Cabo Verde, onde “contam vir a ter centros Sete Sóis Sete Luas nas ilhas da Brava, Fogo, Maio e Santo Antão”.

Brasil, Cabo Verde, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Marrocos, Portugal e Roménia são os países onde decorre o certame, que privilegia uma programação na área da arte e da música popular contemporâneas, com a participação de “grandes figuras da cultura mediterrânica e lusófona”, acrescenta a organização.

O grupo maltês Tribali Music, a 07 de agosto, em Castelo Branco, o projeto Rythmes des 7Lunes, com músicos de Cabo Verde, Itália, Israel, Marrocos e Portugal, a 02 de julho, em Ponte de Sor, a SantoAntão7Sóis.Band, a 30 de julho, em Montargil (Ponte de Sor), e os franceses Les P’tits Bras, a 07 de setembro, em Alfândega da Fé, contam-se entre os espetáculos musicais agendados para Portugal.

Odemira e Castro Verde são outras das localidades onde se realizam concertos, com a primeira vila a acolher, entre outros, o grupo basco Korrontzi, a 10 de setembro, e a segunda vila a receber, no mesmo dia, os Aiwa Band, de França.

Na programação da 24.ª edição do Festival, o diretor do certame, Marco Abbondanza destacou a atuação do grupo maltês Tribali Music, por combinar instrumentos não convencionais, como o sitar tradicional do Nepal e o murchunga, da Índia, na sonoridade de rock, ‘reggae’, ‘blues’ e ‘ska’, que caracteriza o repertório do grupo.

Destacou, igualmente, os Acquaragia Drom, um grupo italiano que, acrescentou, explora a música popular italiana, influenciado pelo estilo cigano italiano.

Marco Abbondanza realçou ainda a Luasiberica Orkestra, que junta o ritmo do flamenco do cantor andaluz Juan Pinilla, aos fados portugueses tocados por Celina Piedade, no acordeão, e Ricardo Silva, na guitarra portuguesa.

Ana Lains, que atuará na cidade francesa de Frontignan (23 julho), Cuca Roseta, em Roma e Pontedera (Itália), em julho, Custódio Castelo, em Oristano (Itália) e na antiga praça-forte portuguesa de Mazagão, em El Jadida (Marrocos), o italiano Mario Incudine, em Espanha, contam-se entre os vários artistas que atuarão ao longo da edição deste ano do Festival, nos diferentes países.

O cartaz inclui ainda espetáculos de dança e a realização de exposições, entre as quais uma instalação de arte de rua, da italiana Alicè, a 02 de julho, na zona histórica de Pombal.

Alicè é pintora e ilustradora, com incursões nos universos da instalação e da animação, e é da sua autoria o cartaz desta 24.ª edição do festival.

“Despertar os sentidos de todos aqueles que o acompanham” é também, segundo Marco Abbondanza, objetivo do festival que tem uma componente dedicada à gastronomia dos locais onde decorre. Por isso, a organização convidou chefes de cozinha para dinamizar oficinas de trabalho de dois dias, nas quais os participantes irão aprender a confecionar pratos tradicionais.

A programação do festival foi apresentada hoje, na Fundação José Saramago, em Lisboa.

*Lusa

 

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