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BeiraNews | Abril 1, 2020

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Misericórdias não pretendem ser um Estado dentro do Estado defende Manuel Lemos

Misericórdias não pretendem ser um Estado dentro do Estado defende Manuel Lemos
José Lagiosa

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, rejeitou hoje a ideia de que as Misericórdias pretendam ser “um Estado dentro do Estado”, e defendeu que o papel destas instituições é o de cooperar com o Estado.

“Só por mera demagogia saloia se pode dizer que as Misericórdias pretendem ser um Estado dentro do Estado”, afirmou.

Manuel Lemos falava na sessão de abertura do Congresso Nacional das Misericórdias, que decorre até dia 04, no Fundão, distrito de Castelo Branco.

Na cerimónia, e perante o primeiro-ministro, Manuel Lemos disse ainda que não acredita que António Costa subscreva a ideia de que poderá fazer sentido entregar definitivamente ao setor privado o que o setor social faz igualmente bem e também se mostrou crítico com a eventual integração no setor público.

“O setor social faz melhor, mais barato e de forma mais eficaz para as comunidades do que o Estado”, fundamentou.

Por outro lado, reiterou a disponibilidade das instituições sociais, e em particular das misericórdias, para a cooperação com o Estado, mas também sublinhou que no quadro de cooperação “os compromissos são para assumir”.

“É que, quase sempre, esses compromissos criam expectativas, implicam investimentos geram empregos sustentáveis, contribuem para a coesão territorial”, fundamentou.

Este responsável destacou ainda o papel do setor no que diz respeito à criação de emprego, sem esquecer a ajuda e apoio aos que mais precisam, nomeadamente aos idosos e à velhice, tema escolhido para este congresso.

Nesse aspeto, Manuel Lemos lamentou que, em Portugal, exista sempre “a tentação de olhar para o envelhecimento como uma realidade trágica do ponto de vista individual” e criticou o que tem sido a estratégia do Estado ao longo dos anos.

“Desenvolveu um ‘melting pot’ de respostas como se fosse possível cortar os idosos e os seus problemas em fatias. O resultado tem sido custos acrescidos paras as contas públicas, insatisfação e insegurança das pessoas e das famílias e, sobretudo, perda de dignidade e de cidadania de um número cada vez maior de portugueses”, afirmou, apontando algumas das questões que considera que devem ser debatidas.

Ao fechar esta sessão de abertura, o primeiro-ministro, António Costa, também manifestou a disponibilidade do Governo no que concerne à cooperação, referindo que a parceria entre o Estado e o setor social “deve ser reconhecida, valorizada e reforçada”.

Além disso, também não deixou de sublinhar o papel das misericórdias e instituições do terceiro setor no que concerne à promoção da coesão territorial.

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