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BeiraNews | Agosto 18, 2019

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Obra sobre a Lusitânia de Lídia Fernandes apresentada no Teatro Romano, em Lisboa

Obra sobre a Lusitânia de Lídia Fernandes apresentada no Teatro Romano, em Lisboa
José Lagiosa

A obra “Viagem ao passado romano na Lusitânia”, de Lídia Fernandes, é apresentada, na quarta-feira, no Teatro Romano, em Lisboa, por José d’Encarnação, que coordena o inventário da epigrafia romana de Portugal.

Sobre a obra, José d’Encarnação, que assina o prefácio, realça o discurso com o “apetecível tom coloquial, que nos prende do princípio ao fim, a ensaiar os olhares”.

“Dá-se uma leitura pelo índice e, de imediato, os títulos nos despertam curiosidade. Ficamos logo a saber que, pelo meio, haverá… histórias!”, escreve.

“Viagem ao passado romano na Lusitânia” divide-se em 16 capítulos, alguns dedicados especificamente a cidades como Mérida, na atual província espanhola da Extremadura, que foi a capital da província romana da Lusitânia, Lisboa, Alcácer (atual Alcácer do Sal), Beja, Milreu, nos arredores de Faro, Ossonoba (atual Faro), ou “Balsa, a cidade perdida”, com que fecha o livro.

Um capítulo inteiro é dedicado à Lusitânia, noção que, tal como a de Viriato, “sofreu sucessivos esforços de reinterpretação, de mitificação, que muito cedo tiveram início”, escreve Lídia Fernandes.

Ao longo desta obra, fala-se de um relógio oferecido a Idanha-a-Velha por Quinto Tálio, uma Agripina sem cabeça e uma cabeça sem corpo na cidade de Beja, das histórias de Labéria, que morreu com 42 anos, de Lúcio Cecílo, Caio Cantio Modestino, da pequena Quintila, de Ânio Primitivo e de Júlia Modesta, entre outros.

“Este livro – afirma a editora – transporta-nos para a época romana. A única diferença que existe em relação a milhares de outros habitantes destas terras, que nós hoje habitamos, é o facto de eles, ou outros por eles, terem gravado na pedra os seus nomes”.

“Olhando para os vestígios que nos foram deixados pelos nossos antepassados, é possível reconstituir a história da Lusitânia, de norte a sul do país e, percorrendo também terras espanholas, este livro permite-nos quebrar o enorme silêncio que é o passado e abrir pequenas grandes frestas que nos desvendam a nossa história e os desejos e medos, as aspirações ou os modos de ser e formas de vida daqueles que habitavam a Lusitânia”, afirma a editora.

Lídia Fernandes é licenciada em História, na variante de Arqueologia pela Universidade de Coimbra, posteriormente, especializou-se em “Arquitetura e Urbanismos Romanos”, pela Universidade Lusíada. Fez um mestrado em História de Arte na Universidade Nova de Lisboa e, desde 1989, desempenha funções como arqueóloga na Câmara Municipal de Lisboa, sendo a atual coordenadora do Museu do Teatro Romano.

“Viagem ao passado romano na Lusitânia”, obra editada pela Esfera dos Livros, é apresentada na quarta-feira, às 18:30, no Teatro Romano, na rua de S. Mamede ao Caldas, junto à Sé, em Lisboa.

*Lusa

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