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BeiraNews | Dezembro 7, 2019

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Os Verdes questionam Governo sobre praga de moscas em Proença-a-Nova

Os Verdes questionam Governo sobre praga de moscas em Proença-a-Nova
José Lagiosa

O partido ecologista “Os Verdes” solicitou ao Governo esclarecimentos sobre a praga de moscas que tem assolado a localidade de Moitas, no concelho de Proença-a-Nova, e quer saber se foram tomadas medidas para controlar a infestação.

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o deputado José Luís Ferreira pretende saber “quais as medidas tomadas para controlar a infestação de moscas na localidade de Moitas”.

O deputado pergunta ainda se “foram indicadas à população medidas de autoproteção para lidar com esta praga” e se “existiu ou existe algum caso de doença em pessoas ou animais” causado pela infestação.

José Luís Ferreira manifesta a preocupação de “Os Verdes” com esta situação, uma vez que “se pode estar perante um caso de saúde pública”, visto que “estas moscas podem transmitir mais de 100 organismos diferentes, tais como protozoários, bactérias, vírus, fungos e vermes, que causam doenças em pessoas e animais”.

No documento, o partido ecologista adianta ainda saber que a Unidade Local de Saúde se deslocou ao local e sublinha que é mencionado tanto nas denúncias locais como em fontes de informação jornalística a referência a uma empresa local (setor aviário) como foco gerador destes insetos, não obstante poderem existir outros focos de infestação.

“É necessário garantir que a população está salvaguardada e que estão a ser realizadas ações de controlo de pragas. Os Verdes não são contra a indústria aviária, desde que esta não seja um incómodo à população local, nem interfira na qualidade ambiental”, lê-se na nota.

À Lusa, o delegado de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Interior Sul, José Tavares, explicou que atualmente a situação “está praticamente resolvida”.

“Perigo, perigo para a saúde pública, não foi detetada nenhuma anomalia. Mas houve de facto uma situação anormal em termos de moscas que nunca tinha acontecido em anos anteriores”, sustentou.

Este responsável da autoridade de saúde adiantou que já foram feitas duas vistorias ao local, uma empresa ligada ao setor aviário e que foi alertada a câmara de Proença-a-Nova.

“Neste momento, sei que a situação está bastante melhor”, sublinhou.

O delegado de saúde disse também que hoje recebeu dois pedidos: um pedido de parecer para a execução de obras por parte da empresa.

“O pedido de parecer chegou hoje e está uma vistoria marcada para o dia 07 de julho. Eles [empresa] pediram também a colaboração dos serviços de saúde para participar nessa vistoria”, adiantou.

Segundo José Tavares, este “foi um ano, em termos de humidade, excecional para o desenvolvimento destas pragas”.

*Lusa

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