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BeiraNews | Setembro 15, 2019

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Presidente da Câmara de Viseu lamenta opção para a ferrovia

Presidente da Câmara de Viseu lamenta opção para a ferrovia
José Lagiosa

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, considerou hoje que as regiões Norte e Centro do país ficam “muito prejudicadas” com a opção que a Comissão Europeia terá tomado de financiar apenas a melhoria da Linha da Beira Alta.

“A montanha pariu um rato”, disse o autarca social-democrata à agência Lusa, acrescentando que o Governo criou a expectativa de que poderia avançar com as duas opções, ou seja, “a modernização da Linha da Beira Alta e a criação de uma linha nova entre Cacia e Mangualde em bitola europeia”.

Na sua opinião, esta última é que iria colocar Portugal “na senda do investimento que está a ser feito em Espanha e em toda a Europa”. Com a aposta na melhoria da Linha da Beira Alta, o país vai transformar-se “numa ilha, não aproveitando convenientemente os fundos comunitários”.

Almeida Henriques lembrou que, em fevereiro, na reunião do Conselho Regional do Centro, em Castelo Branco, o ministro das Infraestruturas afirmou que a prioridade que o Governo tinha definido era a reabilitação da Linha da Beira Alta e a construção do troço entre Aveiro, Viseu e Mangualde.

“Já na altura fiquei descrente, porque não achava muito possível que através do fundo de coesão, e designadamente do Connecting Europe Facility, viéssemos a ter dois projetos aprovados”, afirmou.

Na sua opinião, as regiões Centro e Norte não têm razões para estar satisfeitas com a aposta a melhoria da Linha da Beira Alta.

“Ou estamos a fazer uma leitura errada e tudo isto é possível de reverter, o que eu não acredito, ou então mais uma vez vamos adiar para o próximo quadro comunitário de apoio, se ele chegar a existir, a aposta forte na ferrovia”, considerou.

Isto porque, no seu entender, “não pode haver uma aposta forte na ferrovia sem fazer a ligação entre Cacia/Viseu/Mangualde”.

Para o antigo secretário de Estado da Economia, esta é “uma derrota para Portugal”.

“Se o ministro das Infraestruturas andou pelo país a afirmar que as duas soluções eram prioritárias e se neste momento a principal solução fica por terra, é uma grande derrota para o país”, realçou.

Isto porque, “ainda que de facto a linha precise ser melhorada, não é a aposta na tal ligação infraestruturante para as exportações do país”.

Almeida Henriques disse que “Viseu não pode sair penalizado” desta solução, lembrando que no anterior Governo “ficou assumido que, se a opção viesse a ser a melhoria da Linha da Beira Alta, seria feita a ligação a Viseu”, um compromisso que espera venha a ser honrado.

“Até se pode lançar o desígnio de fazer já a ligação de Viseu à Linha da Beira Alta, permitindo uma bitola que no futuro possa ser um dos troços a inserir na bitola europeia da ligação Aveiro – Vilar Formoso que nós esperávamos”, afirmou.

O autarca vai levar este assunto às reuniões do executivo e da Assembleia Municipal, por considerar importante que todos estejam do mesmo lado a reivindicar “o corredor em bitola europeia que é fundamental para o país”.

“Mas se o Governo vai começar por lançar a obra da ligação à Linha da Beira Alta, então que comece a obra pela ligação de Viseu à Linha da Beira Alta, para colocar todo este universo de cerca de 300 mil pessoas conectadas com a ferrovia”, frisou.

*Lusa

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