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BeiraNews | Outubro 15, 2019

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Presidente do União da Madeira denuncia “golpe palaciano” na Liga

Presidente do União da Madeira denuncia “golpe palaciano” na Liga
José Lagiosa

O presidente do União da Madeira, Filipe Silva, criticou hoje a direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), considerando “um golpe palaciano” o adiamento da votação para a integração do Gil Vicente no escalão principal.

O emblema insular, que votou contra a retirada, em Assembleia Geral extraordinária da LPFP, do ponto de trabalho que iria definir o quadro competitivo, em função da subida dos gilistas, para 2016/17, poderia vir a beneficiar dos vários cenários em debate, já que um alargamento para 20 clubes poderia redundar na sua ‘repescagem’, automática ou em formato de ‘liguilha’.

Despromovido à II Liga, por ter sido penúltimo (17.º) classificado na edição finda do campeonato principal, o União da Madeira foi um dos dois únicos clubes (com o Gil Vicente) que votaram contra a proposta da direção da Liga, aprovada por 37 dos 47 votos presentes na reunião magna que terminou ao início da noite.

“Ficou decidido que a montanha pariu um rato”, disse, no final do encontro, Filipe Silva, para quem “foi dada uma péssima imagem do futebol”, razão pela qual considera necessário “repensar o futuro quanto ao facto de serem os próprios clubes a gerir o seu próprio destino”.

Referiu ter feito uma “declaração de voto vencido”, acautelando cenários de indemnização ao Gil Vicente, no centro de toda esta questão após o tribunal administrativo de Lisboa lhe ter dado razão no ‘Caso Mateus’, anulando um acórdão de então do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que na altura despromoveu os gilistas.

“Não percebemos bem o que mudou do dia 07 para hoje. Argumenta-se que a sentença não transitou em julgado, mas isso já sabíamos no dia 07, assim como a possibilidade de recurso do Belenenses”, referiu Filipe Silva, aludindo à primeira reunião da direção da Liga, que acatou a recomendação da FPF no sentido de promover administrativamente os minhotos.

Segundo o dirigente madeirense, “não foi dada nenhuma explicação” pela direção da LPFP, presidida por Pedro Proença constituída por representantes do Benfica, Sporting, FC Porto, Vitória de Guimarães, Rio Ave, Freamunde, Portimonense e FPF.

“Vamos aguardar”, resumiu, referindo-se ainda ao processo em curso que o seu clube motivou, ao requerer nos órgãos federativos a impugnação do campeonato da I Liga, ao participar disciplinarmente do Vitória de Setúbal, por inscrição e utilização irregular do jogador Hassan.

De acordo com o presidente do União “houve um registo irregular do jogador em janeiro, processo que até foi desencadeado pelo Almancil, que detêm os direitos de formação”, pelo que admitiu ter feito “uma participação de denúncia”, aguardando a decisão “de um processo que tem caráter urgente”.

Segundo o dirigente insular, “desde 19 de dezembro que o Vitória de Setúbal estaria impedido de registar novos jogadores, por não ter recebido o que tinha direito”.

“Foi pena que Liga não tivesse encontrado solução, por saber dessa situação há já muito tempo”, concluiu.

*Lusa / Foto: desporto.sapo.pt

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