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BeiraNews | Janeiro 28, 2020

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Segundo encontro de economia solidária debate reciprocidade e vivências comunitárias

Segundo encontro de economia solidária debate reciprocidade e vivências comunitárias
José Lagiosa

A Rede Portuguesa de Economia Solidária (RedPES) e a associação Ecogerminar realizam sábado, em Juncal do Campo, Castelo Branco, o segundo encontro local de economia solidária focado no papel da reciprocidade e das vivências comunitárias.

Júlio Ricardo, da RedPES, que tem sede na aldeia de Chãos, no concelho de Rio Maior (distrito de Santarém), disse à Lusa que o encontro, inserido no festival “Aldeias Artísticas 2016, Arte, Comunidade e Sustentabilidade”, tem por tema “a reciprocidade na tradição local e o desenvolvimento comunitário”.

“Queremos perceber de que forma, em tempos antigos, nas aldeias, se praticava a reciprocidade, desde as trocas diretas de produtos, aos trabalhos agrícolas, arranjo de caminhos, gestão dos baldios, dos fornos comunitários, dos sistemas de rega” e de que forma essas vivências podem hoje integrar o conceito de economia solidária, afirmou.

Os participantes no encontro, que vai decorrer na escola primária de Juncal do Campo, vão dividir-se em grupos de trabalho, que abordarão temáticas como “que reciprocidade, como reativar os processos da tradição e como ativar os processos na inovação para o desenvolvimento comunitário”.

À tarde, os participantes visitam as “aldeias artísticas” de Barbaído, Chão-da-Vã, Freixial do Campo e Juncal do Campo para “conversar com anciãs e anciãos sobre memórias das reciprocidades no trabalho agrícola e nas relações quotidianas onde a troca direta e a vivência comunitária poderão ajudar a aprofundar a relação com a economia solidária”, afirmou o responsável da RedPES.

“É uma excelente oportunidade para entendermos a articulação entre arte urbana e participação da comunidade, para percorrer ruas e observar fachadas onde o traço e o spray conjugaram o urbano com o rural”, disse.

O evento “Aldeias Artísticas 2016” começou a 05 de maio com o encontro “recomendações da sociedade civil para a Unidade de Missão de Valorização do Interior” e culmina domingo com o VII Mercadinho Camponês, decorrendo ao longo do fim de semana a pintura de um “mural de ‘smile’” em Chão-da-Vã e de murais dos projetos Matilha, Nuno Mega Aka Dirty Cop e Zélia Duarte em Juncal do Campo.

A iniciativa resulta do projeto “Há Festa no Campo”, que juntou a Fundação Calouste Gulbenkian/Programa PARTIS e as associações Ecogerminar e Terceira Pessoa nas aldeias de Barbaído, Chão-da-Vã, Freixial do Campo e Juncal do Campo, no concelho de Castelo Branco.

O projeto procura envolver as comunidades num conjunto de iniciativas sociais, económicas, culturais e artísticas e de “encontros improváveis que aproximam territórios (rural e urbano) em debates comuns sobre a cidadania e/ou a economia solidária”, contando com a parceria da União das Freguesias do Freixial e Juncal do Campo, do Fórum Cidadania e Território, da RedPES, da ACRJ. ACRB, da Faculdade Ciências Sociais e Humanas e do Movimento de Expressão Fotográfica, adiantou.

*Lusa

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