Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Outubro 16, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Universidade da Beira Interior aponta novos caminhos para recuperação depois de AVC

Universidade da Beira Interior aponta novos caminhos para recuperação depois de AVC
José Lagiosa

Uma investigação que está a ser realizada na Universidade da Beira Interior (UBI), sediada na Covilhã, alcançou “resultados promissores” em novos caminhos para a recuperação de doentes que tenham sofrido Acidente Vascular Cerebral (AVC), anunciou hoje a instituição.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a UBI adianta que o estudo está a ser realizado no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS) da universidade e que as mais recentes conclusões apontam para a possibilidade de tratamento – quer por via intravenosa, quer pelo método ‘in vitro’ – com nanopartículas contendo ácido retinóico.

“Em teoria, a administração destas nanopartículas não só pode reabilitar os vasos propriamente ditos, mas igualmente possibilitar que novos neurónios proliferem, migrem para a zona de lesão e sobrevivam”, refere Raquel Ferreira, a investigadora que lidera o estudo e que é citada na nota.

As conclusões foram recentemente publicadas na “Nanoscale”, que é considerada uma das mais importantes revistas científicas de nanociência.

De acordo com a investigadora, os resultados agora alcançados são “robustos” e foram mais longe do que se esperava inicialmente, abrindo portas a outra utilização da técnica realizada.

Assim, por um lado, a possibilidade de “administração destas partículas de forma intravenosa, de maneira a estimular o mecanismo de regeneração interno”, método para o qual ainda é necessário fazer testes de modo a confirmar que não há riscos para outros órgãos.

Por outro lado, pode também proceder-se à recolha “das células progenitoras endoteliais, aumentar o seu número ‘in vitro’ e voltar a injetá-las no doente para que façam o que sabem de melhor, ou seja, promover a reparação tanto vascular como do tecido cerebral”, acrescentou Raquel Ferreira.

A investigação pretende agora avançar para testes em modelo animal e dentro de um ano espera ter mais elementos que complementem estes dados.

O artigo que dá a conhecer os recentes resultados tem o título “Retinoic acid-loaded polymeric nanoparticles enhance vascular regulation of neural stem cell survival and differentiation after ischaemia”, é encabeçado por Raquel Ferreira e conta com coautoria de outros elementos.

Segundo a nota da UBI, participaram na realização do trabalho Márcia Fonseca, Tiago Santos, Liliana Bernardino (CICS), Miguel Castelo Branco, que é também diretor do mestrado integrado em Medicina da UBI, e ainda Fátima Paiva e Ricardo Tjeng, clínicos do Centro Hospitalar Cova da Beira, João Sargento-Freitas, clínico no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e Lino Ferreira, investigador no Biocant Park e no Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra.

A publicação na “Nanoscale” é editada pela Royal Society of Chemistry e trata-se de uma revista científica que está entre as melhores e se direciona para a aplicação de terapêuticas de novas formulações.

*Lusa

Comentar