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BeiraNews | Abril 10, 2020

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CDS-PP/Porto diz que apoio à recandidatura de Rui Moreira será feito na altura certa

José Lagiosa

Álvaro Castelo Branco, reeleito líder da distrital do CDS-PP do Porto, disse hoje à Lusa que o apoio à recandidatura de Rui Moreira à Câmara do Porto será feito “no momento certo”, apesar de considerar o seu mandato “positivo”.

“O CDS-PP tem uma apreciação positiva do mandato de Rui Moreira até agora, mas a decisão de apoiar a sua recandidatura será tomada nos órgãos próprios e na altura certa”, afirmou.

Álvaro Castelo Branco, candidato único às eleições de quinta-feira à noite, frisou que, tal como a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, é da opinião de “não mexer” nos locais onde o partido não está sozinho e as coisas correram bem, nomeadamente nos concelhos onde está coligado com o PSD ou apoia independentes.

“Reitero as palavras da líder do CDS-PP que, no congresso, disse que nos sítios onde as coisas correram bem não há razões para mudar, dando o exemplo de Aveiro e do Porto e, de forma implícita, afirmou que não havia razões para não apoiar o independente Rui Moreira”, salientou.

Na opinião do líder da distrital, o Porto teve um “progresso enorme”, nomeadamente na área do turismo, frisando que a cidade precisa de continuar esse caminho.

Apesar de fazer um balanço positivo da atual governação do Porto, Álvaro Castelo Branco falou na necessidade de reconverter o Pavilhão Rosa Mota numa espécie de pavilhão multiúsos para acolher eventos e na urgência de resolver a questão do Mercado do Bolhão.

“Penso que ainda há algumas coisas que podem ser feitas, mas a Câmara do Porto está a trabalhar nisso, logo estou sossegado”, adiantou.

Para o novo mandato que agora assume, o líder distrital traçou como objetivo ter “bons resultados” nas próximas eleições autárquicas com o reforço do CDS-PP nos 18 concelhos do Porto.

“A malha autárquica é muito importante, porque é uma base para o crescimento do partido”, entendeu.

E realçou: “queremos ter autarcas em todos os concelhos”.

Além desta questão, Álvaro Castelo Branco assumiu que irá combater “tudo” o que se vai passando no país, nomeadamente quanto à governação de esquerda que existe em Portugal, fazendo-lhe uma “oposição determinada”.

“Há uma série de coisas com as quais não nos conformamos e uma delas é a liderança do ponto de vista ideológico do BE e PCP neste governo”, frisou.

Outra das suas preocupações é a gestão financeira do PS porque “já teve maus resultados no passado e tudo leva a querer que vai voltar a ter”, sustentou.

Segundo o centrista, a economia portuguesa está no “mau caminho” e as coisas podem “complicar-se” ainda mais.

Álvaro Castelo Branco não considera expectável que o Governo lá fique quatro anos, acreditando que as “complicações económicas” poderão fragilizá-lo e torná-lo ingovernável.

*Lusa

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