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BeiraNews | Fevereiro 28, 2020

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Empresários de Aveiro apreensivos com modernização da Linha da Beira Alta

Empresários de Aveiro apreensivos com modernização da Linha da Beira Alta
José Lagiosa

O presidente da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), Fernando Paiva de Castro, encara “com apreensão” a proposta da Comissão Europeia para o financiamento da Linha da Beira Alta, a votar sexta-feira pelo Comité de Coordenação MIE.

De acordo com o anúncio feito pela Comissão Europeia, Portugal deverá receber 423 milhões de euros de financiamento para 17 projetos no âmbito do Mecanismo Interligar a Europa (MIE).

Entre os projetos selecionados figura a ligação ferroviária Pampilhosa/Vilar Formoso (modernização da Linha da Beira Alta), a financiar pelo Fundo de Coesão, mas sem incluir a nova ligação entre Aveiro e Mangualde.

O presidente da AIDA lembrou que o atual governo havia assumido o compromisso de defender a nova via junto da União Europeia, que ficaria a menor distância dos portos de Aveiro e Leixões.

Em meados deste ano, em Castelo Branco, o ministro Pedro Marques apresentou uma nova perspetiva para a concretização do projeto e prometeu empenhar-se junto de Bruxelas para que fosse aprovada.

“Foi com apreensão que li num comunicado da Comissão Europeia que a emblemática ligação ferroviária Aveiro/Vilar Formoso, integrada na Rede Transeuropeia de Transportes, apenas foi contemplada com uma verba de 550 milhões de euros, para projeto e obras, mas para o percurso da Beira Alta entre Vilar Formoso e a Pampilhosa e, como é sabido, Aveiro e a plataforma de Cacia que liga ao nosso porto de mar fica a mais de 40 quilómetros”, disse Fernando Paiva de Castro.

No mesmo sentido já se havia pronunciado o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, observando que, “quanto mais for usada a Linha do Norte na ligação a Vilar Formoso menor será a competitividade” e que a opção pela Pampilhosa “aumenta em 60 quilómetros” a distância aos portos de Aveiro e Leixões.

Outro presidente de câmara, Almeida Henriques, de Viseu, considerou que as regiões Norte e Centro do país ficam “muito prejudicadas” com a opção que a Comissão Europeia terá tomado de financiar apenas a melhoria da Linha da Beira Alta.

“Não pode haver uma aposta forte na ferrovia sem fazer a ligação entre Cacia/Viseu/Mangualde (…) na senda do investimento que está a ser feito em Espanha e em toda a Europa”, comentou o autarca e antigo secretário de Estado da Economia, em declarações proferidas em junho à Lusa.

*Lusa

 

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