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BeiraNews | Maio 30, 2020

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Instituições de ensino superior da Beira Interior unidas para intervenção na velhice

Instituições de ensino superior da Beira Interior unidas para intervenção na velhice
José Lagiosa

As três instituições de ensino superior da Beira Interior vão estabelecer um consórcio que visa a implantação de projetos de investigação e intervenção na velhice.

O protocolo que estabelece a parceria entre a Universidade da Beira Interior (UBI), sediada na Covilhã, o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) foi hoje assinado pelos três responsáveis máximos destas instituições, numa cerimónia realizada naquela primeira cidade.

O documento prevê a constituição do “Consórcio Idade Mais (CI+)”, que poderá envolver outras entidades, tendo como base uma rede de ação e colaboração que permita implantar projetos de investigação e intervenção conjuntos para a promoção de um envelhecimento digno e bem-sucedido.

Durante a cerimónia hoje realizada, o reitor da UBI, António Fidalgo, sublinhou a importância desta parceria como forma de dar resposta ao “grande desafio demográfico” que enfrenta a região da Beira Interior, uma das mais envelhecidas país.

“Tendo em conta os tempos que se aproximam, todos somos poucos para fazer face aos grandes desafios que se aproximam e temos de juntar as mãos para fazer face a estes desafios”, disse, lembrando que entre esses desafios também se coloca a questão da captação de alunos.

António Fidalgo defendeu a ideia de que não se pode olhar para a velhice como uma desvantagem.

Uma ideia partilhada pelo presidente do IPCB, Carlos Maia, que depois de lembrar que é no distrito de Castelo Branco que está a região mais envelhecida da Europa (Pinhal Interior Sul), salientou que tem de se olhar para este “fenómeno” como um “campo de intervenção” que tem de ser estudado, procurando soluções para os problemas identificados.

“Estudar o envelhecimento e promover a intervenção social nesta área é uma obrigação de todos nós”, apontou.

Carlos Maia mostrou-se confiante de que este consórcio terá bons resultados e traçou já desafios para o futuro, apontando a eventual criação na região de um doutoramento nesta área.

“Temos pessoas doutoradas na área, temos produção científica que já não é escassa e portanto podemos inclusivamente pensar num programa doutoral, que me parece que fará todo o sentido funcionar na região”.

O presidente do IPG, Constantino Rei, lembrou que o importante agora é implantar no terreno os projetos que venham a ser delineados, sem esquecer as oportunidades que os fundos comunitários podem representar.

“O importante é que estes consórcios tenham tradição prática em ações concretas que visem, por exemplo, a melhoria das condições de vida dos idosos ou a criação de soluções de ocupação para os que deixam a vida ativa, mas que ainda têm muitos anos de vida”, afirmou.

Os três responsáveis salientaram ainda o “simbolismo” e o “importante sinal” que este consórcio representa em termos do reforço da cooperação entre as três instituições que têm vindo a estabelecer outras parcerias entre si.

“Demonstra que não estamos de costas voltadas, nem a competir uns contra os outros e que estamos prontos para trabalhar juntos em prol de um objetivo comum, que é o desenvolvimento desta região e o aproveitamento das sinergias que existem nas três instituições”, apontou Constantino Rei.

*Lusa

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