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BeiraNews | Maio 27, 2020

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Ministro da Cultura agradado com Câmara do Porto por querer obras de Miró

José Lagiosa

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, mostrou-se hoje agradado com a posição do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que assegurou que a cidade tem condições para receber as obras de Joan Miró.

“Vemos com muito agrado e muita alegria, mas confesso que sem surpresa, a reação positiva e entusiasmada [sobre os Mirós] do presidente da Câmara do Porto. Digo sem surpresa, não porque tivéssemos combinado previamente, mas porque não esperava outra coisa da cidade do Porto e do seu presidente”, afirmou à agência Lusa, o ministro da Cultura, Castro Mendes.

O presidente da Câmara do Porto assegurou, na segunda-feira, que o Porto tem condições para receber as obras de Miró, na posse do Estado, resultante do processo de nacionalização do antigo Banco Português de Negócios, respondendo assim ao desejo que o ministro da Cultura tinha manifestado.

O governante, que se deslocou hoje a Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, para participar nas comemorações dos dez anos do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional – Geoparque Mundial da UNESCO, disse à Lusa que “não esperava outra coisa” do presidente da Câmara do Porto.

“Agora vamos trabalhar seriamente para encontrar o espaço adequado para a exposição permanente que pretendemos dos Mirós”, sublinhou.

Quanto à questão de um museu nacional ou municipal para receber a coleção, o ministro disse que não deverá ser um museu nacional.

“Será entre nós, Governo, e Câmara do Porto, será o nosso trabalho, encontrar um conceito, uma definição, um estatuto, desse lugar de exposição permanente da coleção Miró, que é nosso objetivo que fique no Porto”, sustentou.

Questionado sobre se a Fundação Serralves foi ou não opção para receber a exposição permanente da coleção Miró, Castro Mendes foi taxativo: “Nunca foi opção nem para Serralves nem para o Estado, que Serralves ficasse com a exposição permanente, insisto, do acervo da coleção dos Mirós”.

Segundo o governante, Serralves tem outro projeto e “é um extraordinário centro de exposição, tem uma coleção absolutamente extraordinária de arte contemporânea mundial”, mas “nunca foi opção”, que a exposição permanente do artista catalão ficasse ali depositada.

“O espaço da Fundação de Serralves é necessário para outras coisas. A casa vai agora ser utilizada para a exposição temporária dos Mirós e vemos, com grande admiração, o trabalho notável e rigoroso que a Fundação Serralves está a fazer na preparação desta exposição temporária da coleção Miró, que será assim mostrada, pela primeira vez, aos portugueses e a todos os visitantes”, concluiu.

Em relação às negociações com a Fundação Berardo, sobre a permanência do Museu Coleção Berardo no Centro Cultural de Belém (CCB), adiantou que estão a correr “muito bem”.

“Tem havido várias sessões de negociação, mas não há ainda nenhum resultado. Estamos com muita confiança de que, no final do ano, teremos a situação resolvida a contento das duas partes. E isso quer dizer a Coleção Berardo continuar em Portugal, no CCB”, disse.

*Lusa

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