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BeiraNews | Dezembro 10, 2019

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Turquia: Passos realça importância do país para segurança da Europa

Turquia: Passos realça importância do país para segurança da Europa
José Lagiosa

O presidente do PSD considerou hoje “muito preocupante” a tentativa de golpe de Estado na Turquia, lembrando que este país “é uma peça importante no seio da NATO, onde parte significativa da nossa segurança coletiva se joga”.

“Saber que foi possível em 2016, num país que tem esta relevância, que está a negociar há uns anos a entrada na União Europeia, [haver] um golpe militar, não é uma coisa que nos possa deixar sossegados”, disse, lembrando que a Europa tem vivido “problemas de segurança gravíssimos, com terrorismo, uma parte incentivada de fora mas desenvolvida a partir de dentro das fronteiras da Europa”.

“Há um risco elevado de uma parte desse terrorismo poder ser importado através das nossas fronteiras externas. Ora, a Turquia é um elemento de segurança muito importante nessa fronteira externa”, declarou.

Frisando a “preocupação” com que “certamente todos os dirigentes políticos” olham para o que se está a passar na Turquia, Passos Coelho disse esperar que a União Europeia e o Governo português “acompanhem essa situação com muita atenção e muito de perto”.

Passos Coelho lamentou as muitas mortes ocorridas durante o golpe e considerou que, mesmo que o Governo turco tenha conseguido dominar a situação, “é natural que os próximos tempos sejam de expectativa, em que medidas excecionais tenham que ser tomadas”.

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, mas o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse hoje que a situação no país “está completamente sob controlo”.

O último balanço aponta para 161 mortos entre civis e forças leais ao presidente Recep Erdogan, 1.440 feridos e 2.839 militares revoltosos detidos.

Yildirim adiantou que 20 militares revoltosos morreram no decurso da tentativa de golpe de Estado, números que contrariam o balanço inicialmente avançado pelas Forças Armadas, que apontavam para 104 mortes de militares revoltosos, abatidos pelas forças leais ao presidente Erdogan.

*Lusa

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