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BeiraNews | Janeiro 27, 2020

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‘Perspetiva: Colecionador II’ patente até 11 de Setembro no concelho de Idanha

José Lagiosa

A exposição ‘Perspetiva: Colecionador II’ entra agora nos seus últimos dias em Monsanto, Idanha-a-Velha e São Miguel d’Acha até dia 11 de setembro.

Com o intuito de chegar cada vez mais à população local, a exposição é tripartida por estas três aldeias do concelho de Idanha-a-Nova.

A exposição com curadoria de Mariana Salgueiro apresenta a segunda parte da coleção de Paulo Lopo (cuja primeira parte já esteve exposta no Centro Cultural Raiano até abril).

Com uma primeira parte da coleção referente aos artistas modernistas portugueses, ‘Perspetiva: Colecionador II’ salta no tempo para a arte portuguesa contemporânea.

Peça de Pedro Figueiredo

Peça de Pedro Figueiredo

O núcleo central das obras patentes encontra-se em Monsanto, onde temas como a nova figuração ou o questionamento do suporte tradicional da pintura são abordados por artistas como Paula Rego, José Pedro Croft ou Pedro Cabrita Reis. Artistas como Júlio Pomar ou Helena Almeida convivem, no espaço do Posto de Turismo, com nomes emergentes como Manuela Pimentel ou Bruno Pacheco.

Na Sé de Idanha-a-Velha exibem-se três das peças mais desconcertantes e, por isso, interessantes de toda a coleção.

A peça de Carlos Farinha, apresentada na inauguração pelo próprio artista, interpela o espetador com as suas personagens – um mar de gente num retrato em grande escala. Já as peças de Pedro Figueiredo e Rui Chafes, prémio Pessoa 2015, são uma procura pela transcendência, todavia por meios diferentes: a contemplação e a abstração, respetivamente.

A Casa da Cultura de São Miguel d’Acha propõe-se fazer a ponte mais clara entre a arte tradicional, a população que a cria e a arte contemporânea, com uma peça da conhecida artista plástica Joana Vasconcelos.

A peça, de 2004, foi a primeira estátua de cimento pintado que a artista cobriu de renda.

Pela primeira vez exposta ao grande público, ‘Minerva’ é símbolo do fim da fronteira entre o que é arte e o que é artesanato, que Vasconcelos procura. Para continuar essa procura, a Casa da Cultura expõe ainda peças em renda de artesãs locais – Ana Lopo Nunes, Amélia Lopo Salgueiro, Conceição Coelho Lopo e Mariana Lopo Pires – em claro diálogo com a peça contemporânea de Joana Vasconcelos.

 

 

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