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BeiraNews | Fevereiro 26, 2020

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Rastreio ao cancro de cabeça e pescoço detetou 42 casos suspeitos

José Lagiosa

A campanha “A PRIMEIRA ETAPA É FAZER O RASTREIO” realizada pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), com o apoio da Liberty Seguros e da Merck, revelou 42 possíveis casos de cancro de cabeça e pescoço, entre os 1036 rastreios feitos.

Os rastreios foram efectuados nos pontos de chegada de todas as etapas da 78ª Volta a Portugal em Bicicleta que teve início a 26 de julho em Oliveira de Azeméis e que terminou em Lisboa no 7 de agosto.

Ana Castro, Médica Oncologista e Presidente do Grupo de Estudos Cancro de Cabeça e Pescoço, revela que “do total de 1036 rastreios gratuitos baseados no exame objectivo do doente, 4,05% foram inscritos para serem avaliados em ambiente hospitalar posteriormente, por possuírem lesões suspeitas. Para estas pessoas esperamos poder fazer a diferença”

Fila para o rastreio

Fila para o rastreio

“O Cancro de Cabeça e Pescoço é uma doença que em Portugal mata três portugueses por dia e que poderia ser diagnosticada e tratada precocemente se houvesse mais informação e sensibilização da população e dos médicos de medicina geral e familiar no nosso país. O rastreio é fundamental, sobretudo para pessoas com hábitos tabágicos ou de consumo excessivo de álcool. No início do desenvolvimento da doença, o tratamento destes tipos de cancro pode ter uma taxa de sucesso entre os 80% e 90%” alerta a médica oncologista.

“No decorrer dos rastreios realizados durante a Volta a Portugal em Bicicleta foi possível perceber que os sinais de alerta são ainda pouco conhecidos pela população em geral e que há uma tendência para desvalorização dos sintomas que podem muitas vezes ser confundidos com outras doenças. Feridas na boca que não cicatrizam, língua dorida ou com úlceras, rouquidão persistente, nariz entupido ou hemorragias nasais persistentes, dificuldade em engolir ou uma simples dor de garganta são apenas alguns dos sinais que não podem ser ignorados e aos quais se deve ficar alerta se persistirem mais de três semanas” acrescenta ainda a especialista.

As cidades onde se realizaram os rastreios gratuitos à população foram: Oliveira de Azeméis, Braga, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Mondim de Basto, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Arruda dos Vinhos, Setúbal e Lisboa.

 

 

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